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1 de out de 2012

elas têm sempre razão.

Às vezes observo casais na rua. Ou em jantares, ou ainda em eventos sociais.
No sábado rolou um desses aqui em casa. Amigos vieram para uns vinhos, uns queijos, um carteado. "Estou casal" e isso favorece a minha vida social junto aos iguais, já que a maioria dos meus amigos está casado. Casais andam em bando, é quase uma formação de quadrilha orquestrada.
É engraçado, mas sempre achei preconceituoso os solteiros serem considerados estranhos pela tribo dos acompanhados. Os solteiros e solteiras oferecem uma ameaça velada e silenciosa e isso é gritante, com licença do trocadilho.
Voltando ao evento promovido por mim no sábado: Casais felizes, não tão felizes, engraçados, apaixonados, nem tanto... Tinha pra todos os gostos.
Reparei que me incomoda muito a disputa entre sexos. Como se desafiam, como trocam farpas, como se perde tempo querendo provar que é ela a mais desorganizada, que é ele quem deixa a toalha molhada sobre a cama. Como sustentam os clichés usados por nossos pais e acham isso normal.
Que perda de tempo é tentar provar a razão a qualquer custo. Será que é muito difícil aguçar a percepção e entender que mágoa é aquela poça de água inofensiva a cada pequena chuva. Escoá-la pode ser bem mais difícil que evitá-la.
Não entendo nada de relacionamentos perfeitos, nem mesmo acredito neles.
Não descobri o segredo de um casamento feliz, mas percebi bem cedo que nessa coisa complicada que é o amor, as mulheres têm sempre razão e estão acima das toalhas molhadas, das tampas de vasos abertas, da dificuldade com as manobras de estacionamento, da irracionalidade dos ciúmes.
Elas têm sempre razão porque são a razão de tudo e do que veio 5 minutos antes do tudo.
Exercitar isso tornaria mais fácil qualquer forma de amor.
Será?

27 de set de 2012

Lucélia


Ela era tão deliciosa que eu custava acreditar quando a via nua em cima de mim, aquela cara de amor doido, o sorriso de quem goza com vontade de gozar mais. A bunda redonda, me chamando pro encaixe.
Lucélia abria as pernas com uma doçura e com uma voracidade que nem sei explicar.
Gosto de lembrar dela em madrugadas geladas, como as de ontem. Chuva, sol, 40 graus, 10 graus, neve. Lucélia sempre quente e sempre nua. Nunca teve uma camisola ou um pijama. Dormia pelada e desfilava de manhã, com todas aquelas curvas, vestindo apenas uma xícara de café quente.
Ela tinha uma alegria de menina, um ciúme de onça e um desejo incontrolável. Uma tarada doce e brava.
Minha homenagem a essa fera gostosíssima, que me trocou por uma bolsa de estudos em Londres há alguns anos, acabou casando por lá e volta e meia me manda uns emails quentes, ferventes. Coisa de aquecer a primavera gelada de São Paulo.



26 de set de 2012

loucas parte 343

- Alô
- Rubens?
- Eu.
- Quem vc pensa que é?
- Hã?
- Tô puta com tudo isso, sabia?
- Hã?
- Vai ficar falando hã até que horas?
- Hein?
- Tá de sacanagem comigo, né?
- Olha (risos) são sete e meia da manhã, vc pode ao menos me dizer quem é?
- Ah... não sabe quem é!!! Não tem agenda esse teu iphone metido à besta!
- Olha, minha querida, eu vou desligar, é sério. Tá cedo, vc está nervos...
- Sério que vc não sabe quem é? (a voz mais mansa)
- Não sei.
- Então deixa pra lá. Não vale à pena. Bom dia pra você.

Senhoras e senhores, essa é uma amostra pequena da minha nada mole vida.

11 de set de 2012

Ayanne

Algumas palavras (dela) falam muito mais que qualquer post que eu tente desenvolver aqui.
estou mudo.

10 de set de 2012

feriadão

Feriadão rima com solidão. Para fugir dessa maldita resolvi sair de SP na quinta feira às 15 horas.
Doce ilusão a minha. Acabei dentro de um shopping, bebendo chopp em promoção 2 por 1.
Não dá pra tentar competir com as milhares de pessoas que querem sumir dessa cidade. Seja no aeroporto ou na estrada, tentar viajar em véspera de feriadão é coisa de maluco.
Então desisti e resolvi ficar. E o bode de ter ficado, foi substituído pela descoberta deliciosa de uma São Paulo com menos gente. É a cidade louca no meio de um feriadão: pedalei 45 km, fui visitar a exposição de Caravaggio, comi burritos de madrugada, andei à pé, tirei fotos incríveis.
Não beijei na boca, infelizmente. Nem dormi de conchinha, não fiz sexo, nem fiz amor. Não dá pra ter tudo no feriadão de São Paulo. Mas arrumei gavetas, separei roupas para doação, estive num abrigo para idosos que só ajudo à distância. Escrevi umas cartas, desconectei-me da internet, fumei um charuto cubano que ganhei há 2 anos, fiz 200 flexões, assisti os episódios perdidos de Dexter.
A solidão no meio do feriadão me fazendo repensar sobre ir e ficar.
Eu fiquei e foi bom.
Foi muito bom.




5 de set de 2012

Amanda

Ela veio como um furacão desavisado, levando pros ares aquelas coisas que a gente tenta manter no lugar pra disfarçar o tédio, a preguiça de viver, a fobia aos relacionamentos fulgazes a chatice dos cabelos grisalhos e as dores na lombar.
Ela sorriu ao perceber o meu desarme, meu jeito atordoado, meu tesão furioso arrancando sua blusa e achando os seios fartos, o umbigo centralizando as curvas, o cheiro de chuva com açúcar.
É. Ela tem cheiro de chuva açucarada.
Amanda, meu número. Ela é louca tipo 1, orgasmo fácil, coxas roliças, gemido de gata, bebedora de Stella, apetite voraz, gargalhada deliciosa.
Ela tem 3 celulares, fala em um enquanto digita nos outros dois, é péssima motorista, parece sempre atrasada e afoita. Mas quando pousei meus olhos no seu decote, ela largou a bolsa, desconectou-se e veio viver.
Amanda, volta aqui, traz suas mãos habilidosas, seu paladar duvidoso para meu arroz empapado, faz aquele cafuné no meu pescoço, elogia meu café de novo e eu caso com você.


28 de ago de 2012

beijo

Gosto de beijo na boca. Das tuas bocas, das tuas duas bocas. Bocas que me engolem com apetite e com tesão de quem tem a fome certa pro tempero que eu possuo.
Gosto do teu beijo, aquele que antecede os outros que chegam e que ficam, mesmo quando vc vai.
É no teu beijo que eu me encontro e me perco. É nas tuas bocas que eu me sinto o pau do ano, o sujeito sortudo, o cara.
Volta logo.
Mas traz teus beijos e tuas bocas.

20 de ago de 2012

Paula

Sempre gostei desse nome. Era um dos que colocaria na minha filha se eu tivesse tido a oportunidade de lhe dar um nome. Sou um pai frustrado por não ter participado dessa escolha. Nome é aquilo que se carrega como um big rótulo, o maior deles. Lara foi escolhido à revelia. Costumo dizer que nem sei se ela tem cara de Lara. rs
Voltando à nossa heroína de hoje, Paula. Uma morena de beleza brejeira, cabelos cacheados, olhos grandes.
Paula não combinava com seu nome sofisticado, mas quando pronunciado por ela fazia sentido. Ela era bonita, a danada. Nos conhecemos numa festa de casamento em BH. Enquanto ela fugia da fila do buquê, eu admirava suas pernas desenhadas sob a silhueta de uma saia levemente rodada. Enquanto ela parecia entediada com a fissura das mulheres em volta desse momento de avanço a um futuro casamento, eu pensava no simbolismo disso e na forma discreta dela se esquivar.
Buquê alcançado, moças mais calmas, me aproximei. Paula tinha terminado um namoro de 3 anos, estava curtindo a solterice e não queria mais acreditar em promessas jogadas, flores arremessadas ou cantadas obvias (a minha, no caso) Paula estava quase endurecida, mas mantinha um sorriso com covinhas emoldurando uma boca vermelha.
Conversamos sobre os noivos, sobre a vida em BH, sobre vida a dois, relacionamentos infernais e sobre matemática, matéria que ela leciona há 15 anos.
Rimos das velhinhas que levam uma bolsa própria para roubar bem casados, nos emocionamos no discurso do pai da noiva. Naquela noite trocamos emails e nos encontramos 3 semanas depois, no open house na casa dos noivos.
-Temos química. - ela disse no nosso terceiro beijo.
Eu concordei e na hora de despedida em frente à sua casa, eu quis subir, me ofereci para um café e ela disse: "melhor não."
Eu, afoito, cheio de tesão, lembrei a frase dela: "Temos química, vc disse. Por que não?"
"Temos química sim, mas quero história. História de verdade."
Minha homenagem a Paula, o toco mais inteligente das Minas Gerais.



13 de ago de 2012

Blogs

Há tanta poesia na internet, há tanta gente que escreve com a alma, que sabe tocar a ferida e acarinhar o coração que fico até com medo de indicar alguns blogs e ser injusto com tantos outros. Tenho velhas amigas escritoras, mulheres que venderiam milhões de livros, certeza. A verdade é que o mundo está lotado de grandes poetas e a internet nos deu acesso a eles. Aproveitemos, então.
Não deixem de passear por aqui:

http://relicariovazio.blogspot.com.br/

http://falandocomela.blogspot.com.br/

http://saahandradee.blogspot.com.br/

http://confrariadostrouxas.blogspot.com.br/

http://roubandosorrisos.blogspot.com.br/

Emocionem-se.




8 de ago de 2012

Lara, Isabela e Marina

Lara está aqui em Sampa, como já contei pra vocês. Veio fazer uma pós, passar uns tempos comigo, apaulistar um pouco, como ela gosta de dizer. Ela é um mulherão. Daqueles que sabem como parar um marmanjo no olhar. Ela usa as menores saias e eu, pai ciumento e coruja, sofro um pouco, vivo uma mini saia de cada vez, torço o nariz, mas entendo que no alto de seus 23, ela pode quase tudo.
Saímos pra beber chope, cozinhamos juntos, mas ela gosta dos bares mauricinhos do Itaim e detesta cinema francês. Por isso, estamos nos adaptando a dividir o mesmo espaço, com ela ouvindo um tal de sertanejo universitário num volume inaudível e se recusando a provar os legumes grelhados que faço para nosso jantar.
Apesar das diferenças, do meu ciúme e da frescura pra comida, estou adorando essa temporada.
Lara e suas novas amigas tem sido meu objeto de observação e embora estejam muito fora da faixa de mulheres que me interessam, há mães no meio deste rol e já arrisquei me aproximar de uma, sem muito sucesso.
Hoje porém, recebi uma ligação intrigante:
-Oi, sou Marina, mãe da Isabela. É que vamos dar uma festinha surpresa pra Isa, na casa da praia e a Lara falou q vc não a deixa viajar sozinha, por isso gostaria de estender o convite a você.
-Oi, sou Rubens, pai da Lara, a menina mentirosa, que:  ou não quer ir na viagem, ou está nos arrumando um encontro. Como ela adora praia, vou ficar com a segunda opção.
SILÊNCIO.
-Olha, desculpe, nem sei o que dizer. Eu estranhei, mas como ela chegou há pouco tempo na cidade... (toda formalidade paulistana nesse momento)
-Diga que estou convidado mesmo assim.
RISO NERVOSO
-Está convidado mesmo assim.

E lá vou eu, para Riviera São Lourenço, conhecer a Marina, mãe da Isabela, pretendente número 1563 do catálogo Lara Borges.

Bem, me resta intensificar as caminhadas da semana e cortar o cabelo até sexta feira.

7 de ago de 2012

tocos

Sou um colecionador de tocos. Tem pra todos os gostos e eu até me orgulho quando preciso batalhar uma mulher. Porque toco bom é aquele que vem com convicção feminina elevada à máxima potência.
Eu conto o resto dessa história com uma bela homenagem e o nome dela em neon lá em cima.
Torçam por mim.
:-)

5 de ago de 2012

surpresa de um domingo triste

Chuviscava. Garoava, pra falar o bom paulistês.
Domingo feio, sem graça. Fim de tarde, jogo do Corinthians na TV.
Eu caminhava, trajeto diferente, pensamento em outro lugar. Quando eu a vi de longe, fiquei em dúvida se era mesmo ela. Parecia tão frágil e tão perdida.
Cheguei perto, ela se assustou ao me ver, sorriu triste, já ia se despedindo, quando a puxei para um abraço e ela até segurou o choro por uns 5segundos, mas finalmente desabou.
Sentamos num bar, uma galera ligada no jogo e ela, tão fã de futebol, ficou de costas para a TV, pediu a cerveja favorita e desviou a emoção pra parecer que não teve choro, nem susto, nem abraço.
Falamos casualidades, ela não quis se abrir, mas soltou palavras como: separação, amor doído e doido, vida loka, passado, futuro.
Nem pedimos a segunda, ela quis ir, parecia triste demais para beber, ver futebol ou conversar. Parecia confusa, mas estava apenas desapontada. Estava bonita, mas sem o brilho de sempre.
Antes dela ir, um diálogo:
-Quem quebrou seu coração desse jeito?
-Corações não quebram, Rubens. Eles amassam, se contraem, doem. Mas infelizmente, continuam inteiros e isso é desesperador.

Desesperador é ter vc ali tão perto dos meus olhos
e simplesmente impossível de alcançar.

30 de jul de 2012

Chris

Eu nem me lembro direito como foi que começamos a nos agarrar, saindo da festa, onde tínhamos acabado de nos conhecer, amigos comuns no elevador e apertamos o 3s para ficarmos sós na caixa metálica, enquanto os outros ficavam no T e nos olhavam desconfiados, quase certos que íamos aprontar. Apertei o botão de emergência, eram 3 da manhã, minhas mãos suavam e escorregavam no meio daquelas coxas até achar a calcinha fina, de tiras estreitas, ensopada.                            
Ela disse: vamos sair, aqui tem câmeras. Saímos. Garagem, poucos carros, escuridão, escada da área de serviço, serviço completo.
Ela desceu, chupou meu pau de um jeito suave, profundo, olhos brilhantes no meio do breu. Levantei-a pelos quadris, ela abriu os dois botões do vestido, os seios pularam direto pra minha boca. Êxtase. Êxtase total.
O resto foi um baile de mãos, buceta molhada, gozos, bobagens no ouvido, risos contidos, pau duríssimo, pescoço cheiroso, dentes, pêlos.
Chris, com h no meio. No meio do resto de mim.
Adorei.

28 de jul de 2012

mulheres X dinheiro

Esse é aquele post que volta e meia  bate por aqui, aquele momento em que eu me permito falar das mulheres, com menos fru-fru e mais feijão com arroz.
Estou destinando esses meus escritos de hoje aos machos que, como eu, gostam de bucetas e o que vem com elas. :-)
Há uma famosa frase que diz que quem gosta de homem é viado, mulher gosta é de dinheiro.
Certamente não é 100% verdade, mas faz algum sentido.
Percebo que meninas da classe média tem sido criadas para estudarem, terem seus próprios empregos, serem independentes, mas ainda há nessa criação moderna o incentivo claro para elas se casarem com caras bacanas e  que possam sustentá-las numa contingência.  Sim, todas elas ainda querem casar. Todas ainda sonham com uma casa bonita, carro novo na garagem, crianças saudáveis e um marido que possa bancar isso, ainda que elas tenham que ajudá-lo, pagando a babá ou o salão de beleza.
Mulheres gostam de dinheiro sim e de conforto e de carinho e de estabilidade e de amor, certamente.
Mulheres detestam dividir conta. Elas até podem dividir, mas não gostam, especialmente as que passaram dos 30. Mulheres não gostam de namorados sem carro, sem grana, sem futuro, sem aquele componente X ou Y, que as façam acreditar que aquele sujeito possa contribuir no seu sonho de família brasileira classe média, 1 viagem internacional por ano, restaurante bacana no aniversário, boa escola para os filhos, carro novo a cada 100 mil km rodados.
Se liguem, rapazes: quase nada mudou na educação das mulheres no último século, ainda temos que ser os provedores e dar no couro à noite, elas ficaram mais exigentes na cama.
Boa sorte para todos nós.

26 de jul de 2012

Vera

Verinha, era assim que chamávamos essa menina alegre, piadista, centrada, feliz.
Verinha foi mãe solteira antes de completar 19 anos. Muitas vezes me deu conselhos em relação à Lara, apesar de nem ela mesma saber o que fazer com a própria maternidade.
Verinha ia pro último ano do colegial com Breno nos braços e foi guerreira pra caralho quando encarou o vestibular de psicologia e passou para a Estadual sem fazer cursinho. Breno ficava na creche e ela estudando, depois trabalhando para pagar os livros, depois estagiando e anos mais tarde abriu um consultório com mais duas amigas e foi sobrevivendo, fazendo das mazelas os desafios, sendo fêmea como tantas e com uma enormidade de coragem na alma.
O pai do moleque nunca apareceu, nunca assumiu e nem por isso ele se tornou um adolescente revoltado. Verinha conseguiu fazer daqueles famosos limões que a vida dá, uma saborosa limonada.
Ontem fiquei sabendo que Breno sofreu um acidente de carro, está entre a vida e a morte num hospital de BH, em coma induzido e muito machucado.
Não poderia deixar de homenagear essa amiga especial, essa mulher foda, num dia triste como este.
Que a vida esteja apenas dando uma emoção a mais nesse roteiro louco para preparar um final feliz pra você, do jeito que merecem as mocinhas, princesas e grandes protagonistas.

25 de jul de 2012

Danusa

Danusa é minha prima mais gostosa. Ela mora em Londres há uns 8 anos, mas é bicho de Uberlândia feito eu. Numa época de nossas vidas, íamos juntos aos bailes da cidade, fazíamos passinhos de charme, arrasávamos no salão. Era bom. Nossas mães morriam de medo de nos envolvermos, essa coisa de primo sempre foi mal visto na família Borges. "primos são quase irmãos!", ouvíamos repetidas vezes em almoços que reuniam os clãs aos domingos. Danusa era uma danada. Fazíamos ciúmes para os pretendentes dela e sempre dava resultado. Uma vez apanhei na rua por causa de um deles, fiquei puto com ela, mas ela fez aquela carinha doce e danada, cuidou do meu olho roxo e quis saber detalhes da briga, só pra se sentir mais gostosa. A primeira moto que comprei, estreei com Danusa na garupa, shortinho curto, bunda empinada, peitos colados nas minhas costas. Delícia de prima.
Uma noite dessas de bailes e passinhos, ela bebeu duas cubas a mais e ficou mais soltinha que o normal. Avisou à mãe que dormiria lá em casa e passou direto pelo quarto das minhas irmãs. "Eu quero o quarto do fundão", disse ela. Nos beijamos no corredor escuro, ela entrelaçou as pernas na minha cintura, eu a encostei na parede e quando a coisa tava ficando boa e já estávamos quase chegando no meu quarto, a luz do corredor se acende e minha mãe aparece, camisola e copo dágua na mão, cara de má, cenho franzido. Visivelmente pegos no pulo, Danusa e eu fomos nos largando, sorrisos amarelos, nenhuma palavra. Cada um para um lado, fim de festa. Dona Sônia apontou o dedo na minha direção, me olhou com aquele ar de reprovação e disse: "Primos são ..." Eu nem a deixei terminar. Fechei a porta do quarto enquanto ela finalizava aquela frase infeliz.
Danusa e eu só fomos resolver essa história uns 2 anos depois, numa noite de natal. Bebemos vinho bem ruim que é pra cabeça ficar boa, o corpo ficar solto e a culpa não reinar. Ficamos ali no terraço da nossa vó, nos beijando até o sol chegar. Depois ficamos juntos de novo e de novo, por uns 3 meses ainda, mas não demos conta de ir adiante, porque no fundo tb achávamos errado.
Minha homenagem à Danusa, aniversariante da semana, rainha dos passinhos de charme, Miss Uberlândia, minha prima irmã mais gostosa.
E mais danada.

19 de jul de 2012

Maíra

Vivíamos aos trancos e barrancos. Maíra era temperamental e eu tinha menos de 22. Um moleque com menos de 22 amarrado numa gata teimosa é nitroglicerina, mas não pura:
Vem com misturas dramáticas de imaturidade e marra. Muita marra.
Maíra é um belo exemplo do passado. Descobrir que você muda com a idade e principalmente com o tempo contra você é no mínimo reconfortante. Tem gente que não aprende nunca e passa pela vida como quem passa por uma guerra: armas em punho, trincheira armada, foco no inimigo: bobagem.
Eu fui louco por ela, mas se a gata acordava me fazendo perguntas num sábado de manhã, eu dava linha na pipa e só aparecia 3 dias depois. Eu dizia que mulher não se criava comigo, eu dizia que não aturava caprichos femininos sem razão. Maíra era uma fera, é verdade. Ciumenta, exigente, levemente insegura, mas uma delícia de namorada. Nós ríamos das pessoas na rua, fazíamos amor no cinema e guerra de travesseiros no meu quarto. Viajávamos sem grana e ela topava dividir barraca e miojo, sem frescura. Ela era uma menina ainda, mas era parceira, carinhosa, louca por mim.
A gente brigava pra burro. Depois voltávamos, quando um de nós, vencido pela saudade, resolvia ceder.
E foi assim todo o tempo q estivemos juntos, até que nos desentendemos dias antes de um certo carnaval. Eu fui curtir a festa me achando o fodão do bloco das piranhas e quando eu lembrei da gente de novo,  uma outra vida tinha caído no meu colo: Lara chegou na minha vida. (aqui pra quem não lembra da história) .
Até hoje não sei se ela terminou por descobrir que eu tinha uma filha pra criar ou porque passei um Carnaval louco, galinhando geral enquanto ela chorava em casa. Na época, preferi acreditar que ela pulou fora no momento em que eu mais precisava, hoje, alguns cabelos grisalhos depois, eu não tenho certeza se foi bem assim...
Minha homenagem à Maíra. Uma dessas mulheres incríveis que passou pela minha vida, com quem eu poderia ter transado mais, com quem eu poderia ter trocado mais beijos, de quem eu poderia ter ganho ainda mais carinho. Hoje eu tenho um pouco mais que 22 e aprendi uma porrada de coisas nessa vida, mas talvez a melhor delas tenha sido que simplesmente não vale à pena perder tempo. Mulheres são bichos delicados, tinhosos, mas nós não vivemos sem elas, então pra que tentar?

18 de jul de 2012

Rafaela

Ela era uma sonhadora. Gostava de ser uma sonhadora e isso lhe rendia um charme a mais. Nos conhecemos no Rio de Janeiro, numa festa de amigos. Eu namorava, mas estava dando um tempo, o que me habilitava a ser um candidato a percorrer aquela cabeça loira e sonhadora, sem qualquer culpa. Ela estava solteira e me deu todas as condições para ser o candidato da noite. E fui.
Bebemos tequila, vodka, caipirinha de abacaxi, cachaça mineira envelhecida. Bebemos. Bebemos muito.
Rafa, como preferia ser chamada, apagou no meu colo por volta das 4 da manhã e acabamos ali, no sofá do Luiz Paulo. Sonhamos juntos àquela noite, largados num sofá de dois lugares, no meio de uma sala zoneada e eu adorei.
Dia seguinte, caras amassadas, cenas incompletas na cabeça e ela sorriu tão bonito perguntando o que tinha acontecido, que fui fazendo um esforço matinal incomum. Fomos preenchendo as lacunas da noite anterior na padaria, depois no apartamento dela, depois na cama dela e quando tínhamos lembrado tudo, fomos curtindo novas noites regadas a tequila e cachaça, só pra poder relembrar tudo no dia seguinte.
E aí nessa fase, ela já sonhava com casamento, bebês, viagem à Búzios nos fins de semana. Sonhadora a Rafa... Eu até acho que podia rolar uma história bacana, mas além de sonhadora ela era ansiosa e não quis esperar eu me decidir entre voltar pra namorada ou ficar com ela. Também não quis usar as armas que uma mulher dispõe para conquistar um cara. Quando ela me deu o cartão vermelho, eu não estava apaixonado, tampouco tinha planos para o futuro, mas doeu mesmo assim. Pé na bunda, né? Não é bom pra ninguém.
Minha homenagem a essa loirinha sonhadora bebedora de tequila, carinhosa e uma delícia de mulher.
Até hoje eu gosto de preencher as lacunas da minha memória lembrando de como foi bom ou de como poderia ter sido melhor ainda.

17 de jul de 2012

Liana

Ela tinha uma sinceridade rasgada, daquelas constrangedoras. Um cara a convidava pra jantar e em 3 minutos ela tava mandando na lata: "nem pense que eu vou te dar por causa de um jantar bacana não, tá?"
Era uma mulher interessante, cabelos longos, cintura fina, pernas torneadas, nariz altivo.
Liana gostava de mim. Levamos uma amizade colorida por uns 6 meses. Eu não queria nada sério com ninguém e quando ela começou a me pressionar para assumirmos um namoro, eu pulei fora. Sabe aquela fase em que tem tanta coisa boa acontecendo que vc acredita que se amarrar em alguém vai atrapalhar tudo? Um equívoco babaca masculino.Ter uma mulher bacana do nosso lado apenas quando tudo parece desabar à nossa volta, é um tremendo egoísmo. A vida é feita para compartilhar, pena que a gente descobre isso um pouco tarde demais.
Liana engravidou 3 meses após termos rompido. Eu dei uma pirada e como sou gato escaldado, fiz mil contas e perguntei várias vezes se poderia ser meu, mas ela estava magoadíssima comigo na ocasião e nem retornou minhas ligações. Eu a tratei como o lanchinho-sem-compromisso-da sexta-a-noite por 6 meses e ela tinha todos os motivos pra me achar um otário. A dor de cotovelo persistiu e ficou aguda quando a vi barriguda, cara de feliz. Nunca soube nada sobre a criança ou o pai e em dezembro de 2001 nasceu o Guilhermo, aparentemente uma produção independente e bem sucedida.
Há duas semanas revi Liana. Ela está mais bonita que antes, um jeito seguro, um olhar poderoso típico de quem é mãe. Finalmente sentamos para beber uma cerveja, falar do passado, aparar as mágoas, rir da vida. Vi a foto do Guilhermo. Ele é um moleque bonito, inteligente e muito parecido com o pai. Sujeito bacana que registrou o filho 6 meses depois do nascimento, com quem ela se casou há 5 anos e vive feliz até hoje.
Minha homenagem a vc, Liana. Grande fêmea.
..Bela história para uma terça fria e solitária nessa cidade inóspita. Tem gente feliz no mundo, aviso aos navegantes.
 

16 de jul de 2012

Cynthia

Ela é descolada, moderninha, curte meninas quando bebe destilados e me curte muito quando bebe cerveja.
Ela diz que sua sexualidade oscila de acordo com a bebida que ingere. Mulher louca, claro. Louca e adorável, como sempre. Louca tipo 1, como já defini mais de uma vez aqui.
Ela é intempestiva, curte uns tapinhas na hora do vamuvê, beija de olhos abertos e adora falar de Jazz, cinema mudo e guerra da secessão. Uma delícia sair pra jantar com ela, parar a boca no meio da tatuagem que tem nas costas e ouví-la dando conselhos sobre como ser feliz com o que a vida te deu.
Cynthia é artista plástica e vendedora de livros, ganha pouco, divide com um gato e suas esculturas, um espaço de 40 metros quadrados há 3 quadras da Paulista e tem uma generosidade com o mundo, que é bonito de se ver.
Nos conhecemos num Pub da Rua Augusta, em noite Blues e enquanto ela tentava alcançar um garçom que lhe servisse uma dose de vodka, nossos olhares se cruzaram, nossos sorrisos se abriram e desde então ela tem bebido cerveja comigo, sem nem olhar o cardápio dos destilados...
Sou um sortudo.

Eu tinha feito tudo certo, mas não.

Aquela sensação de que se eu tivesse esperado 3 minutos. Apenas 3 minutos.
Já senti isso dezenas de vezes nessa vida. Um misto de arrependimento e desistência.
Mulheres em geral possuem um relógio que corre diferente, em outro ritmo, com outra duração. Então, se eu tivesse esperado 3 minutos, talvez não tivesse perdido vc para o meu desespero. Porque o desespero sempre perde. Vai perder sempre.
3 minutos pode parecer uma infinidade de tempo quando vc está fora de si, mas na verdade são apenas 3 minutos.
Respire antes, não diga palavras duras demais, faça tudo certo e ela vai ficar pra sempre. Eu pensei que dominasse a técnica, mas quando vi já tinha dito, virado as costas e arrancado com o carro.
Mulheres tiram a gente do sério, eu sei. Mas depois de 30 anos nessa estrada curvilínea, eu não me permito mais bancar o bobo sem noção... Eu tinha feito tudo certo, mas mesmo assim por causa dos benditos 3 minutos, vc se foi.
Espero que não seja de vez.

15 de jun de 2012

Alice

Quando ela disse que seu nome era Alice foi inevitável não pensar em coelhos, damas de copas, buracos negros. Uma Alice ruiva, é bem verdade. Uma Alice linda, doce, louca como tem que ser.
Confesso que já tinha esquecido parte do que vivi com essa adorável Alice. Provavelmente porque na parte final da história ela já não parecia tão adorável assim.
Alice.
Ontem falei muito dela, ao exemplificar a idéia de alguém que sabota a própria felicidade para ter um bom pretexto pra sofrer. Há quem diga que isso não existe, há quem tenha vivido exatamente esse movimento diversas vezes e sabe muito bem onde isso vai dar.
A gente foi um casal. Daqueles que passam o natal de gorrinho de papai noel para tirar foto e colocar num porta retratos vermelho. A gente se dava bem na cama, a gente se dava bem na vida.
Aí, como o belo nome já indica, ela fantasiava. Criava histórias tristes, ficava triste com as histórias tristes que inventava e gostava disso mais que a média.
Um belo dia, depois de muitas tentativas de viver simples e feliz, eu cansei.
E ela ganhou mais um bom motivo para manter a fixação pelo sofrer.
A vida é curta, né? Eu nunca ignoro esse detalhezinho. Sofrer não pode dominar o pacote.
Minha homenagem a você, Alice. Torço para ter substituído tanta dor por amor de verdade, daqueles que faz a gente sorrir, só de respirar.

31 de mai de 2012

Sempre ela.

Eu disse assim: "Vamos lá, o que que tem? Eu não tô fazendo nada, você tb..."
Ela disse assim: "Não dá, tô noutra. Não tem mais espaço pra gente..."
Eu respondi: "Ocupamos pouco espaço, me espremo em você. Não quero casar, não quero namorar, não vou atrapalhar sua linda vida. Eu quero você."
Ela retrucou: "Tô feliz, tô na paz. Não quero mais problemas, já os tenho aos montes."
Eu insisti: "Tenho saudade. Faz tanto tempo... E era tão bom. Retrospectiva sem compromisso, por que não?"
Ela insistiu: " Vai viver! Cheio de mulheres no blog, cheio de mulheres na vida, eu não tô fazendo falta. Me deixa..."
Eu sorri.
Eu suspirei.
Eu pensei que enquanto eu viver vou querer de novo, nem que seja só uma vez, nem que seja sem a paixão de anos atrás, nem que seja pra perceber que realmente acabou.
Ela se calou.
Talvez no íntimo, na luz sombria do quarto bonito, tenha pensado que já  foi bom pra caralho, mas que ia resistir fortemente e seguir os padrões, as regras do jogo combinado. Definitivamente não ia seguir o desejo.
O desejo existe, ele grita, ele chama,  mas a gente ficou em silêncio mais uma vez.
Até quando... Ninguém sabe.

28 de mai de 2012

Mariana

Ela tem 36 anos. 3 filhos, 2 ex maridos e uma boca linda.
Ela tem um jeito de professora universitária moderna, um olhar vivo e uma boca linda.
Ela fala rápido e respira entre as palavras para não atropelar os pensamentos e, sabe, ela tem uma boca linda.
Domingo de sol e dia de pedalar em sampa. Eu gosto dos pedais de sampa porque eles não estão acostumados a ir pra rua como em outras cidades, então domingo é dia dessa cidade parecer uma festa.
É bike de tudo quanto é jeito, gente com cara de saudável, capacetes coloridos, pedais, pedais e pedais.
Bonito de se ver.
Mariana disse que iria com as crianças, estava tensa principalmente porque a pequena nunca havia pedalado na rua, coisa de mãe. Mãe com aquela boca linda pode ficar tensa do jeito que for, que eu vou continuar amando. No final do dia, estávamos exaustos e felizes.
Crianças, pedais, São Paulo colorido, céu azul e a boca linda ali, colada em mim.
Minha homenagem a essa mulher incrível e que a gente ainda pedale muito em muitas ciclofaixas por aí.
:-)

24 de mai de 2012

Bibi

Ela tem nome de madame, dessas abreviaturas de coluna social.
Bibi não é nada disso. É quase uma princesa Fiona: grande, desengonçada, desbocada e verde. Bibi é torcedora compulsiva do Palmeiras e se orgulha disso. Eu também me orgulho de uma mulher que curte futebol, fica feliz, xinga, fica triste. Toda mulher que ama futebol é boa de cama. Invariavelmente.
E eu tava doido pra saber se Bibi não fugiria à regra. Fiquei de olho nela, no meio do bar, em pé entre uma cerveja e outra, escalando o time através da TV, mandando o povo calar a boca porque ela queria ouvir a preleção, uma deusa. Eu já gostei muito de futebol, mas hoje eu prefiro usá-lo a meu favor. Observo a reação das pessoas, as emoções, o desespero, o quase infarto. E É bom ser um expectador dessa montanha russa sem ter adrenalina alterada.
Bibi não ficou muito satisfeita com o empate e foi aí que eu me apresentei, conversamos e desempatamos o jogo lá em casa. Ela de calcinha verde e eu feliz fazendo a fotossíntese daquela palmeira de-li-ci-o-sa. Numa noite de eliminação de cariocas na Libertadores, minha homenagem às mulheres que entendem tudo das 4 linhas e das 4 paredes. :)

17 de mai de 2012

andanças

Fui andar. Meu pulmão mandou. Em sampa o frio veio com tudo e meu chefe me deu férias. Disse que eu tava precisando dar umas encaçapadas para voltar inteiro. Não entendi bem a parte das encaçapadas, mas tava sem saco de perguntar.
Dia das mães ensaiei 23 posts, mas confesso que ainda não deu pra falar do tema. É o meu primeiro ano sem ela e ainda tá foda pra mim. Perdoem, eu sou um babacão sentimental.
O que vi nesses dias tá aí embaixo. Tem coisa que a vida mostra e a gente tem mais que recolher nossa insignificância pra debaixo do tapete e admirar.
Boa tarde para todos e para todas.



23 de abr de 2012

domingo

Ela chegou como quem vem de qualquer lugar. Certamente veio do mundo das mulheres más de salto alto.
Ela trouxe a buceta quente, os seios firmes, o sarcasmo de sempre.
Sentou no meu colo, de frente pra mim, se encaixou no meu pau e gozou em 2 minutos.
Acendeu um cigarro, abriu meu wisky, deu um gole e depois fechou o vestido sem ajuda, me beijou na boca com muita língua e saiu do quarto como quem sai de uma prisão.
Não disse adeus, não disse até logo, não disse a gente se vê.
Ela foi e nem hesitou diante do elevador de portas abertas.
Tudo isso num domingo de chuva, eliminação do Corinthians, do Palmeiras e da minha auto estima.

21 de abr de 2012

Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios

Hoje eu tenho um encontro com Lavínia, na pele da deliciosa Camila Pitanga. O romance de Marçal Aquino virou filme. 
Sendo o melhor romance que eu já li nos últimos 10 anos, vou lá conferir como ficou na telona. 
Depois eu conto procês.

Botequim

Ontem fui levar as meninas Borges para darem uma voltinha antes que elas se cansem de bancar as enfermeiras e envenenem uma das sopas ou o café que preparam para mim.
Ainda não posso beber, recomendações do antibiótico. De alguma forma, estar sóbrio numa mesa de bar, sendo isto algo inédito na minha vida, é absolutamente blogável*.
Éramos uma turma animada de 4 homens e 6 mulheres. Papos paralelos iniciais para quebrar o gelo e de repente, aquele slapt é ouvido por todos: a primeira cerveja que se abre numa mesa. O som da tampinha descolando da boca daquela garrafa gelada. Slapt foi o que eu ouvi 18 vezes ontem, num período de 4 horas. Quanto mais os copos se esvaziam e tornam a encher, mais a conversa flui, mas as risadas se soltam, mas os olhares se cruzam e menos as pessoas se importam com as conveniências e regrinhas do dia a dia.
E se você está sóbrio, bebendo seu suco de laranja e acerola delicioso (ironia mode on), consegue perceber e decifrar códigos como ninguém na mesa. as mulheres tornam-se catalisadoras dessa energia que flui e isso as torna ainda mais interessantes.
Os detalhes não posso revelar - ainda - mas me permitam ser bem poliana e dizer que ontem foi muito interessante ser o único na mesa a conseguir diferenciar meras opiniões de implacáveis críticas e perceber que o garçom colocou na conta 20 cervejas ao invés de 18.

*algo que possa entrar aqui nesse meu mundinho dedicado a vocês. ^^

17 de abr de 2012

Este sou eu

Um cara que nasceu e foi criado no meio de mulheres: belas, não tão belas, modernas, caretas, caretíssimas, folgadas, verdadeiras, guerreiras, falsas como notas de 3... teve de tudo à minha volta. Em meio a esse pot-pourri de fêmeas, sou eu ali soberano, aprendendo a ser safo, a ser louco, a ser homem.
Elas me ensinaram tudo que eu sei. O que ainda não sei, delas também virá com certeza.
Buceta pra mim é um templo e quem nasceu com uma é deusa. Sempre.
Nunca quis ganhar delas, ser melhor que elas, competir, brigar.
Eu só quis a bênção de conviver e estar perto, ser amado, ganhar um carinho, dar um monte de carinho, fazer um café da manhã e um belo omelete de vez em quando. A vida tem sido boa, muito boa comigo.
Este sou eu: um cara sortudo que entendeu desde muito cedo que o mundo é de vocês e ninguém pode mudar isso.
Minha homenagem mais uma vez.

16 de abr de 2012

Verônica

Essa é uma homenagem a uma amiga. Amiga do tipo amiga mesmo. É bom ter uma pra dar uns toques sobre seu sapato não combinar com seu cinto. Ainda tem que combinar essas coisas?
Verônica e eu somos amigos recentes. Dentre pernas e bucetas loucas dessa cidade, ela me apareceu pra provar que a buceta amiga existe e é maravilhoso ter uma por perto.
Verô, como gosto de chamá-la,  faz o melhor chá de camomila com jasmim do mundo. Passa um café fresquinho na minha cozinha enquanto me conta do seu dia insano entre trabalho, academia e boteco.
Ela é muito bonita, muito inteligente e definitivamente não quer nadinha comigo.
Ela está em outra, está de corpo, coração e alma em outra.
Ela me diz que eu não presto e que sou o tipo de cara que não dá pra levar à sério... Essa parte não é verdade, mas fica até bonitinho quando pronunciado por ela.
Nesses dias de hospital, antes das meninas Borges chegarem, ela ficou ali  dando um monte de recomendações, acompanhando as altas temperaturas desse corpinho aqui, visivelmente preocupada.
Verô, minha japa linda, assim que eu tiver melhorzinho, vou fazer um jantar gostoso, tomaremos 3 garrafas de vinho e se quiser tirar a roupa e relaxar, minha cama é grandona.
Valeu, minha amiga.

Louco por elas, as brasileiras, as cariocas...

A Globo resolveu que mulher é a melhor coisa da vida. Tudo bem que eu descobri bem antes deles, mas ainda assim me sinto quase homenageado. Lara me disse que o personagem de Du Moscovis estava fazendo um atrapalhado pai de família cercado por mulheres loucas, assim... tipo eu.
Uma amiga me falou de uma série chamada As brasileiras, sequencia de uma outra que se chamava As cariocas. Na última semana de hospital, poucas enfermeiras gostosas, TV no quarto, tive a oportunidade de assistir os programas. Ri bastante com o bem humorado Moscovis e senti uma pontinha de inveja por ele ser bem mais bonito que eu, além de ter a Deborah Seco como ex-mulher pegável. Fiquei com tesão ao ver Letícia Sabatella querendo reconquistar um marido mala e se vestindo de oncinha com rabo e tudo pra isso.
aiai... Dias de cama fazem um homem solitário sucumbir e ter fantasias com programas da televisão.
Deve ser porque eu sou Louco por elas e tenho uma quedinha especial por uma certa nacionalidade: As brasileiras!
:-D

Marcela

Marcela era arquiteta incompreendida. Trabalhava basicamente fazendo novos layouts para o banco e volta e meia visitava BH para acompanhar obras, fazer marcações e medições ou me ver.
Engrenamos um casinho que já durava meses e não havia romance no meio. Era sexo, cerveja e forró.
Ela tinha ambições Niemayenses, mas não conseguia se desapegar do salário alto que recebia para fazer religiosamente a mesma coisa há quase 10 anos.
Marcela era casada, tinha 2 filhos e morava em SP. Era do interior, formou-se na capital e lá ficou após ser efetivada no banco e ter abandonado os projetos chamados seus sonhos. Há quase 10 anos.
Eu não me envolvi com ela, fato. Ela tampouco se envolveu comigo. Nossas conversas giravam em torno de sua frustração profissional, uma ou outra reclamação do marido para justificar seu corpo nu em cima da minha cama e muito boquete. Marcela fazia um boquete com gosto, gozava me chupando e eu simplesmente adorava isso.
Ela se vestia muitíssimo bem, tinha seios siliconados com perfeição, uma boca gulosa e muita iniciativa na cama. Um dia me amarrou com umas meias finas, me deu uma chá de buceta e depois disse que não me veria mais. Estava culpada.
E a culpa, minha gente, é a maior inibidora de tesão de todos os tempos.
Marcela se foi. Voltou algumas vezes, é verdade. Mas a tal da culpa não a deixava ser tão boa no que fazia antes e fomos perdendo a liga.
Minha homenagem à Marcela, mulher interessante, fogosa e absolutamente focada na segurança.
Pena que a vida não segura nada nem ninguém por tempo indeterminado.

15 de abr de 2012

Voltei

Peço desculpas pelos emails que não respondi e pelas ligações que não retornei.
Foram 14 dias hospitalizado, meus ossos doem, minha cabeça ainda lateja.
Pneumonia. Das bravas. Gripe mal curada que evoluiu e me pregou a pior peça dos últimos anos.
Gripe, pneumonia. Nomes de mulher.
Tô de volta, ainda tomando canja e sendo cuidado por irmã e filha.
Capaz de eu engordar uns quilos e ficar bem mimado.
Obrigado por sentirem minha falta.
É bom demais da conta ser amado.
:)

8 de mar de 2012

O dia delas

Tirem os sapatos altos, o tênis, a sandalinha rasteira.
Deslizem os pés nus sobre as panturrilhas, sintam, o quão macias vcs podem ser.
Tirem toda a roupa e tentem se espreguiçar demoradamente. Olhem-se no espelho, sensualizem, sintam-se divas. Não importa se há uma gordurinha aqui ou ali, admirem-se. Vejam-se além dessa beleza aí que a natureza deu de presente. Deixem o espelho refeletir a nudez e com ela a coragem que há em vocês.
Deixem o corpo relaxar, os cabelos se soltarem, deixem o olhar se perder e se achar num mundo distante, onde há menos cobrança e chocolates não engordam. Onde homens são gentis e valorizam ter uma fêmea sentada ao seu lado, ou em cima de você.
Um mundo onde a maternidade é apenas uma dádiva sem toda aquela parte chata de ter que sertudoaomesmotempo.
Riam alto, gargalhem, sintam-se loucas engraçadas, desinibidas, lindas.
paquerem na rua, fumem um cigarro de bali, comam uma sobremesa boa, façam sexo como selvagens deliciosas.
Vocês merecem.
Vocês merecem.
Vocês merecem.
8 de março, o dia delas.

6 de mar de 2012

Bucetas parte 1934

Eu não tenho palavras para descrever quanta beleza vejo numa buceta.
Anatomicamente é perfeita, mas ainda assim, vou um pouco além das dobras, desdobras, saliências. 
Eu falo do conceito buceta. Aquela que se torna abrigo do meu pau pra me fazer feliz. 
O melhor abrigo do mundo.
Um brinde a ela.

2 de mar de 2012

Jeane

Mãe de 6 filhos. Catadora de lixo em Diadema. Mãos calejadas, lábios ressecados por falta de sorrisos.
Jeane é tão distante do meu mundo de cartas marcadas, noites insones, sextas com happyhour, cama rotativa.
Jeane parece tão mais digna e eu pareço tão menos.
Vamos tirar seu emprego, um grande arranha-céus será construído, vai ficar lindo né, arquiteta com bolsa de grife?
Vai ser duro, doutor. Balbucia uma mulher que não estudou nada, mas aprendeu que o mundo é dos caras que chegam em bando e tomam posse sem perguntar se pode ser desse jeito mesmo.
Ali, no meio de coisa nenhuma, eu vi nos olhos dela uma resignação incomum ao sexo forte.
E sob o sol de 36 graus, eu ofereci uma água e perguntei da sua vida, elogiei a força física, enquanto alguns dos "meus" se entreolhavam incrédulos.  Mal sabem eles que naquele momento estava tão constrangido de ser eu que trocaria de vida com ela.
Jeane me contou dos filhos, das contas, do sustento feito de lixo, e me falou com o mesmo olho resignado,  da dor de não poder voltar atrás e fazer diferente.
E eu pensei: E quem é que pode, Jeane?
Ninguém.

27 de fev de 2012

Pensamentos de um carnaval-retiro

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram para nós que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: A gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar em uma fórmula chamada 'dois em um': Duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. 
Não nos contaram que isso tem nome: Anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que  desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz,
a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. 
Ah!, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente! Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."
(John Lennon)

11 de fev de 2012

Olga

Eu conheci Olga numa dessas festas de empresa, lazer obrigatório e tava chato pra caralho ficar ali.
Ninguém me merece mal humorado, é tipo ser insuportável até para o espelho. Aí tenho uma tática: vou num banheiro mais próximo, lavo o rosto, dou uns tapas na cara, umas palavras de ordem, uma respiração calma e pronto.
Fui em busca do meu divã público, porque tava foda manter o sorriso pra tanta gente sem graça. Entrei. Estava lá na primeira parte da minha terapia, quando ela sai de uma das cabines. Isso. Eu tinha entrado no banheiro feminino. No meio da minha quase síndrome do pânico+fobia social eu nem percebi a ausência de mictórios, a placa com foto da bolsa, a caixa de absorventes em cima da pia... mas Olga, eu não pude deixar de notar. Ela sorriu sacana, parou do meu lado para lavar as mãos e mandou: "Entrei no lugar errado ou foi você?" Eu nem preciso contar o desfecho disso, ou preciso? Compartilhamos nossas experiências em festas chatas, rimos e fomos interrompidos por duas mulheres que não tiveram tanto bom humor com a minha presença no reservado...rs
Olga é um mulherão de 1,70 sem salto. Costas definidas por aula de trapézio numa escola de circo. odeia cigarro, bebe socialmente, tem 2 filhos gêmeos e saiu de um casamento há 3 anos. Olga é sorridente, independente e tem um piercing no umbigo. Amanhã vamos juntos à feirinha do Bexiga, ela disse que é ótimo para tirar fotografia e comer. Só me advertiu hoje por msn que lá não tem banheiro feminino.
Ainda bem que não vou precisar.

31 de jan de 2012

Michelle

Eu estava trabalhando em Porto Alegre, passaria uma semana lá com missões ingratas na agenda: ajustar o budget do segundo semestre, bajular uns clientes e demitir 3 da equipe. Ou seja: viagem ruim.
Aí apareceu-me  Michelle: Ela não tem mais que 30 anos, luta muay thai, mas tem cara de inofensiva, ama cachorros grandes, veste-se elegantemente e tem peitos incríveis.
Michelle se apresentou sem cerimônias, criticou a política econômica da Dilma, falou mal da novela das nove, defendeu a redução da licença maternidade,exigiu maiores dividendos nas aplicações que seus clientes possuem conosco e pareceu levemente desconcertada quando eu a chamei para dar uma corridinha no dia seguinte. Ela me deixou de língua de fora após 45 minutos de ritmo acelerado na esteira - sim, a corridinha foi indoor por causa da chuva. Tomamos um café da manhã animado, falando de amenidades e um tiquinho mais de intimidade.
Retornaria na segunda feira retrasada, mas a chefia solicitou que eu estendesse minha estada e eu não me fiz de rogado. Pedi a Michelle que me apresentasse à cidade, me ensinasse a beber um chimarrão legítimo.
Quando ela perguntou lá pelas tantas, 3 chimarrões e muita cerveja depois,  se sexo casual fazia minha cabeça, fiquei em dúvida se a resposta tinha que ser:
a) não, sou um cara sério.
b)Sim, só se for agora.
c) Com vc nada é casual, gata.
d) tô bêbado demais para falar de política.
Como nesses anos de estrada eu aprendi que atitude responde a tudo e ainda formula mais 8 perguntas, eu beijei aquela boca com vontade de ficar ali pra sempre. Michelle resisitiu meio segundo, depois entregou tudo e ainda desarmou o marmanjão aqui com um jab cruzado, três ganchos e muita lona.
Foi uma noite memorável.
Minha homenagem ao sotaque delicioso, às pernas torneadas, aos ombros imponentes e ao beijo mais doce da terra dos pampas.

18 de jan de 2012

Onde vende?

17 de jan de 2012

a vida como ela é II

Ela disse: "Vem agora, tô com saudade."
Eu fui. Eu quase sempre vou.
Ela estava lá, penumbra sobre os ombros, luz nos joelhos.
Ela tem nome de flor e perfume de laranja que saiu do pé há cinco minutos.
Ela não usa calcinha e bebe cachaça mineira para abrir o apetite pequeno.
Ela já foi um monte de outras e outras já foram ela em algum momento.
A vida... como ela é?
É sotaque arrastado em qualquer fonema, é urgência no beijo e abraço;
A vida é tipo ela dizer vem agora e  e eu responder já tô aqui,  minha linda.

16 de jan de 2012

a vida como ela é

Tenho um pouco de medo da combinação chuva e escuro. Mas é um medo que me impulsiona a apagar a luz e correr pra chuva.
Ficar ali no meio da sacada fria, descalço e molhado, luzes apagadas e silêncio vazio.
Mulheres são chuvas escuras pra mim. Tenho medo e corro pra elas, me inundo nas contradições, descalço e feliz.

4 de jan de 2012

Nanda

Eu estava aqui respondendo aos emails que abandonei em primeiro de dezembro do ano passado e no meio de tantos votos bacanas de feliz ano novo e boas festas, me deparei com o email da Nanda. Incrível como mulheres somem e reaparecem como se nada tivesse acontecido, como se jamais tivessem nos magoado, como se um cartão de natal pudesse... rs E pode mesmo.
Um cartão de natal, um telefonema, uma cruzada de pernas, qualquer coisa pode mudar o que foi dito ou o que não foi dito. Mulheres... minha maior perdição e meu maior remédio. Sempre.
Nanda quebrou meu coração e pisou com salto alto em suas artérias.(minhas artérias)
Ela disse que me amava, mas não pensou duas vezes quando a barra pesou pro nosso lado. Eu não sou santo, todo mundo sabe, mas a vida me fez entender que ser santo é o de menos quando dá pra ser leal e honesto. E eu fui me virando aqui e ali, com lealdade e honestidade, foi mais fácil pra mim.
Nanda foi um dos meus amores, louca tipo B, buceta indomável, pernas fortes. Quando foi embora, disse que eu era menos do que ela esperava e quando voltou uma dezena de vezes, disse que era menos do que eu merecia.
Hoje o email pedia um beijo, um abraço, meu pau quente dentro dela, um sinal de vida que a fizesse voltar a dormir.
Dorme em paz, Nanda sua linda.
Dizem que tem um tal de lexotan é bom pra caralho.
Ah! E feliz ano novo pra vc também! :)

3 de jan de 2012

Carolina

"Carolina é uma menina bem difícil de esquecer..."  Foi assim que ela se apresentou entre fogos de artifício e doce de leite nos lábios.
Ela é mineira como eu, mas mora no Canadá desde os 18 anos. Fomos nos conhecer lá naquela terra fria, para onde fui me esconder de meus fantasmas e buscar paz e serenidade no fim de ano. Meu amigo Caio e sua família linda me receberam com tanta alegria que eu não poderia deixar de registrar aqui, no meio desse post safado, o meu muito obrigado!
Natal com coral, renas e vodca. Reveillon com festa, neve, crianças por toda parte e Carolina.
Que bonita a mineira canadense, olhos negros, corpo esguio, cabelos curtos e sorriso largo. Fumante inveterada na hora que eu já tinha decidido parar, ela pediu para eu acender uns 4, isso já em 2012.
Eu não sei da onde meus amigos tiram essas mulheres loucas, mas deve ser mais ou menos assim: "Vi uma doida ali do outro lado da rua, vamos apresentá-la pro Rubão!"
Eu que já não gosto de uma maluquete, chamei Carol pra conhecer São Paulo, rever BH, passear na Disney no carnaval ou apenas me fazer acender mais uns 2 cigarrinhos, só pra matar minha secura.

2 de jan de 2012

Seja bem vindo 2012

Eu trago a euforia dos primeiros dias e espero feliz.
Espero histórias bonitas, espero sorrisos encantadores, espero desafios fáceis de vencer e espero que essa minha esperança não vá embora tão cedo.
Espero mais dias de sol,  menos dor e saudade.
Espero que seja simples, que haja um bom bife na minha mesa e um sexo quentinho na minha cama.
Espero a fêmea que frite o bife e aqueça a cama. A mesma fêmea por muito tempo, só pra variar.
2011 não vai deixar saudade, mas 2012 enche meu coração de esperanças.
Seja bem vindo.