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8 de ago de 2012

Lara, Isabela e Marina

Lara está aqui em Sampa, como já contei pra vocês. Veio fazer uma pós, passar uns tempos comigo, apaulistar um pouco, como ela gosta de dizer. Ela é um mulherão. Daqueles que sabem como parar um marmanjo no olhar. Ela usa as menores saias e eu, pai ciumento e coruja, sofro um pouco, vivo uma mini saia de cada vez, torço o nariz, mas entendo que no alto de seus 23, ela pode quase tudo.
Saímos pra beber chope, cozinhamos juntos, mas ela gosta dos bares mauricinhos do Itaim e detesta cinema francês. Por isso, estamos nos adaptando a dividir o mesmo espaço, com ela ouvindo um tal de sertanejo universitário num volume inaudível e se recusando a provar os legumes grelhados que faço para nosso jantar.
Apesar das diferenças, do meu ciúme e da frescura pra comida, estou adorando essa temporada.
Lara e suas novas amigas tem sido meu objeto de observação e embora estejam muito fora da faixa de mulheres que me interessam, há mães no meio deste rol e já arrisquei me aproximar de uma, sem muito sucesso.
Hoje porém, recebi uma ligação intrigante:
-Oi, sou Marina, mãe da Isabela. É que vamos dar uma festinha surpresa pra Isa, na casa da praia e a Lara falou q vc não a deixa viajar sozinha, por isso gostaria de estender o convite a você.
-Oi, sou Rubens, pai da Lara, a menina mentirosa, que:  ou não quer ir na viagem, ou está nos arrumando um encontro. Como ela adora praia, vou ficar com a segunda opção.
SILÊNCIO.
-Olha, desculpe, nem sei o que dizer. Eu estranhei, mas como ela chegou há pouco tempo na cidade... (toda formalidade paulistana nesse momento)
-Diga que estou convidado mesmo assim.
RISO NERVOSO
-Está convidado mesmo assim.

E lá vou eu, para Riviera São Lourenço, conhecer a Marina, mãe da Isabela, pretendente número 1563 do catálogo Lara Borges.

Bem, me resta intensificar as caminhadas da semana e cortar o cabelo até sexta feira.

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