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29 de out de 2010

27 de out de 2010

Rose

Roseana, Rosemary, Roselaine... Eu já tive algumas Roses.
Na verdade vivi uma fase Roses. Namoradas sucessivas e paralelas com este apelidinho doce.
Não dá pra generalizar, de fato, mas gostei das Roses e guardo lembranças boas delas, com alguns lapsos de memória decorrentes do álcóol e da idade.
Mas tem uma, entre tantas Roses, que fez esse coração aqui se ocupar de sonhos: Roseana.
Ela era uma mulher com atributos especiais. Riponga sorridente, não tinha uma beleza convencional, mas era linda e muito sexy. Chegou na minha vida feito chuva de verão: de repente e sem aviso prévio. Adorava pedalar, fazer pão e plantar.
"Sou capricorniana, elemento terra", ela dizia.
Eu brincava, retrucando que na mão dela qualquer coisa crescia. Ela tinha um sorriso franco, uma gargalhada contagiante e um otimisto invejável. Eu sinto saudade da época em que saíamos pela estrada e ela mandava eu parar pra recolher mudas de plantinhas que dias depois apareciam viçosas em vasos que ela mesma fazia, no ateliê charmoso que mantinha em Betim.
Rose foi daquelas mulheres que falam pouco mas dizem muito e quando começamos a nos desentender, ela tomou a iniciativa de se afastar. Sábia decisão.
Essa é mais uma homenagem a uma mulher especial, com apelido comum, porém, com alma de artista, cintura de pilão, mãos de jardineira e olhos sinceros.

22 de out de 2010

Bateu a vontade.

Tem vezes que bate a vontade forte. Daquela que impulsiona tanto que incomoda. Olho pela janela, a temperatura caiu. Tomo um banho, pode ser que eu sossegue esse espírito perturbador. Não adiantou.
Fumo o décimo cigarro do dia. Tô determinado a parar em 18 meses, poderia começar a diminuir hoje, mas não. definitivamente não é um bom dia.
Olho pro telefone, ele olha pra mim de volta, mas permancemos em silêncio.
Tem vezes que bate a vontade forte.
Mas se dá e passa...
Só me resta esperar.

20 de out de 2010

sol em sampa

Hoje o dia foi bonito em São Paulo. Sou mineiro, estou acostumado a cidades não litorâneas e portanto a fotografia concreta daqui me fascina. Acho bacana a velha arquitetura do teatro municipal em contraponto com os prédios espelhados e seus heliportos da Faria Lima. Acho bacana o céu azul que fez hoje sobre tanta informação. Saí a pé após o almoço, sentei numa cadeira do café Suplicy, sob o sol de 30 graus e acendi um cigarro. Bebi um expresso e uma água com cascas de laranja e comecei a fazer o que de melhor sei fazer: observar.
Loiras e seus cabelos de chapinha, morenas e curvas incríveis, negras e sorrisos deliciosos. Mulheres. Melhor: Gente.
Adoro observar gente e se a tal gente tiver peitos e buceta, melhor.
Lindo dia, São Paulo, lindo dia.

Gi

Quando a conheci, num acidente de moto na Av. Brasil, Rio de Janeiro, eu estava mal. Tinha acabado um namoro longo, a solidão me rondava, a insônia se apoderou de mim. Eu caí com a DT, por puro cansaço de alma. Gi estava no carro que aparentemente provocou o acidente, às duas da manhã, numa sexta bêbada.
Eu sou macaco velho em cima de uma moto, portanto, caí feio, mas nada que umas suturas no Getúlio Vargas, não desse jeito.
Gi ficou nervosa, saiu correndo do carro, me acudiu como uma enfermeira dedicada. Eu abri os olhos e vi aquele anjo, coisa de novela ou de sonho. Fiz um drama, eu tava sangrando pacas, a calça jeans foi pro saco e meu joelho ficou um bagaço.
Não doía tanto assim, sou aquele macho manhoso, que geme pra provocar a generosidade e a condolência feminina.
No hospital, deixou o telefone no caso de eu precisar de algo
e eu liguei:
-Preciso te conhecer.
-Por que? -ela respondeu com sorriso na voz.
-Porque eu ainda não sei, mas quero descobrir.
-De moto não, tá?
Peguei o carro do João e fui buscar a Gi-Gata em Botafogo.
Jantamos, bebemos cerveja e fomos pro mirante do pasmado, porque a lua tava linda.
Gi, era só Gi. Mas também não precisava ser mais nada.
Tinha terminado o noivado na sexta-feira do acidente, estava desligada, ela confessou.
Eu nem toquei no assunto do meu coração partido, era desnecessário.
Nos vimos umas 6 ou 7 vezes mais, a coisa não evoluiu por algum detalhe que sinceramente, nem lembro. Depois voltamos a nos ver e paramos e voltamos de novo. Continuo não lembrando porque paramos definitivamente.
A minha lembrança de Gi-Gata, é muito mais legal:
Ela tinha cabelos macios e gosto de maçã.
Ela era alta e usava calça jeans justíssima. Ela tinha um rebolado que falava RU-BENS no vai-vem dos quadris. Ela tinha uma boca molhada e faminta e para minha sorte: era péssima motorista.
Minha homenagem a Gi está aqui no joelho direito, em forma de lua do Pasmado.
A cicatriz mais legal que esse corpinho calejado já ganhou.

19 de out de 2010

Segundo turno.

-Você que vive dizendo por aí, que adora mulher... vai de Dilma, né?
- Adoro mulher sim, mas tem que ser minimamente interessante.

17 de out de 2010

O dedo podre de Rosane Nascimento

Maria Ribeiro interpreta Rosane, ex-mulher do capitão Nascimento na continuação de Tropa.
No primeiro filme, Rosane  era a personificação da amargura e do medo. Não vou estragar a festa de quem ainda não viu o 2 e nem vou comentar sobre o filme ou o desempenho dessa bela espécime fêmea ou de qualquer outro ator. Tem uma porrada de entendidos na blogosfera, gente que se acha capaz de julgar direção, arte e fotografia, blá blá blá cinematográfico. Aqui o assunto é mulher, e não sou eu quem vai fugir do tema.
Esse é um post em homenagem às mulheres-dedo-podre.
Rosane Nascimento é uma mulher bonita e inteligente.
Ela é sofrida. Ter sido casada com um policial, no Rio de Janeiro, deixa marcas.
Se o sujeito for um comandante do BOPE... deixa grandes marcas.
Ela é aquele tipo sem energia, aquele tipo cansada por natureza.
Dá sono conversar com ela. Porém,(e sempre tem um porém...) há um potencial  fêmea-muito louca  em Rosane Nascimento.
Há em seu olhar, um desespero pela vida e isso é instigante e chega a ser quase divertido.
Rosane Nascimento, é o exemplo máximo de mulher que escolhe homem pelo catálago Perigo1.
Rosane não quer um companheiro para sua vida, com passeios em shopping e cineminha no sábado à noite. Ela precisa de emoção variada. Atrás daquela mulher triste, olhar cabisbaixo e maduro, atrás daqueles ombros cansados e daquela voz  embargada, há uma voracidade que clama por noites alucinantes, tiroteios, ameaças, noites insones e morte.
Mulheres de dedo podre... Na minha família há uma ou duas, na vida já conheci uma porrada. Há de se ter certo cuidado pra onde apontam os tais dedinhos.Ainda que tentemos ser baluartes da ética e paz... Se uma dessas deusas da bomba atômica, te escolher... você até vai enxergá-la como mensageira do amor, mas sua vida vai se transformar numa verdadeira guerra.
E quem consegue pedir pra sair??

14 de out de 2010

Elaine

Ela era comissária de bordo. Eu tinha uma fantasia com as aeromoças. Cliché, porém, deliciosa.
Aqueles uniformes coladinhos dos anos 90, não me deixam mentir. Hoje, parecem soldadas desnutridas.
Piorou muito a escalação ténica no mundo aéreo. Piorou, junto com a qualidade do atendimento geral.
Elaine se orgulhava da profissão, era legal ser comissária de bordo da Varig e ela enchia a boca pra contar do bate-volta que fez de Miami a Nova York.  Aiai, os anos 90...
Nos conhecemos numa escala em Porto Velho, com atraso de 5 horas da aeronave que me levaria a Cuiabá, terra quente e úmida, como as mulheres locais (que merecem post exclusivo). Naquela tarde de dezembro, o inferno provavelmente seria mais agradável que aquele aeroporto. Mas Elaine foi a salvação daquele dia irritante.
Que ancas, meu Deus, que par de pernas... Usava lentes de contato verdes, o que lhe atribuiam um olhar avassalador.
Chamei para um café e lhe falei da minha fantasia de tarado de avião. Ela sorriu safadamente e disse que torcia para um atraso ainda maior do vôo, o que nos garantiria hospedagem. Pela primeira vez, desejei ficar mais tempo num aeroporto lotado. Sonhava em ter uma noite feliz com serviço de bordo grátis.
E assim foi.
Essa é minha homenagem aquela rainha dos céus de olhos fakes e peitos reais.
Saudade de vc bate forte, Elaine, quando me deparo com barrinhas de ceral no lugar de "frango ou peixe"...

9 de out de 2010

Alessandra

Eu tinha medo dela. Seu jeito seguro e objetivo me assustava.
Era aquele medo bom, aquele frio na barriga que me fazia sonhar com ela e não ter coragem de contar no dia seguinte.
Alê, como a chamei várias vezes depois, era minha nova chefe.
Eu delirava naquelas pernas. Imaginava sua buceta, sua bunda seus peitos, enquanto ela mostrava os resultados do mês.
Eu queria sofrer assédio sexual,poder ter aquela mulher nas mãos, ter algum poder sobre ela. Mas era um simples refém de sua visão poderosa, sua meia calça, seus terninhos. Eu não via Alê todos os dias, para minha sorte. Era uma tortura mensal. Saía de BH para SP, para participar da reunião mensal e estava sempre ansioso, nervoso e de pau duro, quando ela iniciava, soberana.
Aí um dia, um happy hour(melhor invenção paulistana ever), ela pisou no meu pé com salto agulha. Um paradoxo total. Eu sofria. Era a personificação da realidade, a tal pisada. No happy hour do dia seguinte ela mandou: -Hoje vim com salto mais baixo, se eu pisar no seu pé, nem vai doer tanto.
Bastou. Eu precisava de um deixa e Alessandra sabia disso.
A mulher sempre sabe quando queremos a frase certa, elas nos conquistam e posam de seduzidas. Adoro o jogo do amor.
Alê e eu vivemos um caso de amor dos mais loucos. Corredores tremiam, mesas e salas de reunião testemunharam cenas tórridas de paixão. Minhas mãos, muitas vezes, traziam seu cheiro e eu viajava durante as reuniões e suas impecáveis apresentações de resultado. Alê foi ficando mais leve, eu fui perdeno o medo, ela já não me parecia tão poderosa nem tão objetiva assim.
E foi aí que acabou.

7 de out de 2010

Giovana

Era bem humorada, gente boa e ótima cozinheira.
Vivia rodeada de caras bonitos e garotas top. Era pop, a Gigi.
O beijo vinha sempre acompanhado de uma coisa frenética, tipo beliscão na bunda ou colada de sexos.
Ela nunca dizia não pra nada. Nem na cama, nem fora dela.
Era sucesso absoluto tê-la. Ostentava-a como um troféu, algo que muita gente queria, mas estava ali, do meu lado, na carona da DT180 fudida. Eu me divertia...
Aí um dia ela quebrou meu coração. Tava rolando um affair com outro carinha lá da faculdade. a gente tava no último ano, ela era da comissão de formatura e o sujeito tb. Não deu outra:
Rubão levou o chifre esperado por muitos, da garota gente boa, bonita e gostosa.
Ela foi.
Eu fiquei.
Minha homenagem a Giovana, não foi tão sincera como eu gostaria, mas me proporcionou grandes momentos, sexo incrível e beijos inesquecíveis.
E quem disse que esse é um blog de um cara metido e comedor que nunca conta derrota??

5 de out de 2010

malandro é malandro e mané é mané

Todo mundo tem um grande amor do passado.
Mané é o cara que deixa ele ficar lá.
Malandro é o sujeito que tenta trazê-lo pro presente, cada vez que o peito aperta.
*-*

Lia

Eu tenho ímã pra mulher-problema. Talvez porque todas as mulheres sejam problemáticas. Talvez porque eu seja problemático. O fato é que elas brotam. Elas se multiplicam na minha vida. Coisa simples não tem vez ou não tem graça.
Tenho uma velha amiga, da tribo Att*, que sempre me adverte que sem problemáticas, "deérres", "tepeêmes" e toda a sorte de loucuras femininas, eu não teria metade das boas histórias que tenho... Eu até costumo concordar, mas no meio do furacão, fica muito difícil ter consciência disso.
Lia era mulher-problema. Diagnosticada e tratada, ela parecia uma mulher-desafio. Mas era apenas um disfarce químico.
- qq dia, faço um post: mulher-problema x mulher-desafio -
Lia era a incoerência em pessoa, não bastava ser mulher, tinha que ter a carga emocional descompensada, traumas de infância aos montes e claro, ser linda-de-doer. Sorriso contido, dentes branquíssimos, um nariz com personalidade e altivez. Lia usava os cabelos ao natural, levemente cacheados, olhos pequenos e brilhantes. Era linda a danada. Linda e problemática.
A mãe não a amava, o pai a desprezava, no trabalho não a reconheciam. Os homens só se aproximamavam para comê-la.
Os amigos sá apareciam em hora de festa. Lia era cansativa. Tornava qualquer dor de cabeça uma enxaqueca e tinha etiquetas de "vítima" para toda e qualquer ocasião.
Me lembro de ter levado uma lingerie pra ela em nosso aniversário de um ano. Ela adorou. Ela ria das minhas piadas o que pra mim era um alento. Ela gozava lindamente o que pra mim era um tesão. Eu amei aquela mulher, como quem ama um passarinho de asa quebrada, que precisa ser tratado. Eu amei Lia, mas queria que ela ficasse boa logo, para poder enxotá-la daquele ninho
e vê-la alçar vôos-solo.
Volta e meia lembro das lindas asas quebradas daquela mulher-problema que nunca quis aprender a voar sozinha. E olha que ela seria um pássaro bonito, desses que detestam gaiola. Pena que eu não pude ficar para vê-la descobrir isso. Pena...

*Att- amigos tb transam

4 de out de 2010

Eleições 2010

Eu elegi mulheres que não valiam à pena.
E fui eleito por quem nem merecia ter.
mandei pro segundo turno, algumas que mereciam ter vencido de primeira e acabei dando a vitória a quem nem a merecia...
Eu já anulei meu voto muitas e muitas vezes e perdi a oportunidade de viver sob uma gestão de afeto sincero. Eu já votei errado e tive que aturar uma garota mala que abusou da corrupção do meu coração.
Eu já fiz a festa da democracia com quem achou meu champanhe barato e meu wiskie de quinta.
Já abri mão de ser o candidato certo da eleitora mais consciente e me fudi.
A verdade é que até hoje não aprendi a exercer a porra da cidadania de macho e sigo catanto  aquela que vai governar a vida desse bêbado, vagabundo e maníaco sexual.
Queria você, Sua linda.
...

1 de out de 2010

Rubão utilidade pública

Hoje recebi um email interessante. Era um leitor do blog. Não comenta, mas vem aqui todo dia. As pessoas têm um certo receio de comentar em blogs, não gostam de se expor, ficam na encolha. Gosto de saber que tenho fiéis leitores na encolha.
Mas, voltando ao email, achei bacana e transcrevo pra vocês, sem querer fazer a linha auto ajuda:
"Rubens,
Leio seu blog há alguns meses, é meio viciante porque é engraçado e parece real.
Não sei se vc comeu essas mulheres todas, mas de qualquer forma, sendo verdade ou mentira, a leitura diária aqui me ajudou num dilema com a mulher que eu amo. Há um ano vivemos um conflito, um casa-e-separa, porque pisei na bola com ela, depois disso, as coisas nunca mais foram as mesmas.
Coisa de homem, nada de muito importante, mas quando a coisa é descoberta, vira o maior crime do século. Foda.
A verdade é que comecei a enxergar o universo feminino de forma diferente, depois que passei a acompanhar seus posts. Mulher tem sempre razão, esse é meu lema agora. E não é que tá funcionando? Não só pra ela, mas tá funcionando pra mim. Pra nós dois.
Quando ela me esculacha, eu respiro fundo e penso: Não daria pra viver sem essa mulher e eu tenho que consertar a merda e não espalhá-la ainda mais...  Por conta da minha atitude zen, ela tem me esculachado menos, tem pedido desculpas e as brigas acabaram. ou deram uma bela trégua. Somos almas gêmeas, mas o amor não é um conto de fadas, então, se não houver algum fairplay, fica impossível.
Obrigada pela ajuda que vc nem tinha idéia que estava dando.
e boa sorte com as próximas mulheres da sua vida.
Abraços."

É... Rubão ajudando casais e afins. E minha mãe nem tá aqui perto pra ter orgulho disso...
Amigo, nem comi todas essas mulheres, nunca disse que tinha comido todas... mas ó! Comeria, viu? Cada uma delas e sem acompanhamento.
Felicidades, cara. O amor não compensa, mas engana que é uma beleza!