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31 de mai de 2012

Sempre ela.

Eu disse assim: "Vamos lá, o que que tem? Eu não tô fazendo nada, você tb..."
Ela disse assim: "Não dá, tô noutra. Não tem mais espaço pra gente..."
Eu respondi: "Ocupamos pouco espaço, me espremo em você. Não quero casar, não quero namorar, não vou atrapalhar sua linda vida. Eu quero você."
Ela retrucou: "Tô feliz, tô na paz. Não quero mais problemas, já os tenho aos montes."
Eu insisti: "Tenho saudade. Faz tanto tempo... E era tão bom. Retrospectiva sem compromisso, por que não?"
Ela insistiu: " Vai viver! Cheio de mulheres no blog, cheio de mulheres na vida, eu não tô fazendo falta. Me deixa..."
Eu sorri.
Eu suspirei.
Eu pensei que enquanto eu viver vou querer de novo, nem que seja só uma vez, nem que seja sem a paixão de anos atrás, nem que seja pra perceber que realmente acabou.
Ela se calou.
Talvez no íntimo, na luz sombria do quarto bonito, tenha pensado que já  foi bom pra caralho, mas que ia resistir fortemente e seguir os padrões, as regras do jogo combinado. Definitivamente não ia seguir o desejo.
O desejo existe, ele grita, ele chama,  mas a gente ficou em silêncio mais uma vez.
Até quando... Ninguém sabe.

Um comentário:

  1. Acabou sem chegar ao fim, né? Sei bem como é...
    Tbm tenho uma reprise dessas reinvindicando direito a horário nobre. E olha, a tentação é grande, viu?

    Xêro.
    Saudade.

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