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28 de set de 2011

ah, essa minha memória...

Cultivo minha boa memória e priorizo aquilo que me arranca sorrisos no meio do dia. Não lembro de ceps. Não lembro de aniversários. Não lembro de regar a árvore da felicidade da minha sala.
Mas lembro constantemente das bucetas que me agraciaram com seu gosto e com seu cheiro vida a dentro.
Gosto de olhar os detalhes, as diferenças anatômicas, o tamanho do clitóris e aquela boca carnuda ou não, rosada ou não.
Fotografo com o olhar, memorizo com o olfato e paladar e depois me delicio com as lembranças dessas bucetas maravilhosas e generosas. Porque buceta boa é aquela que se abre sem vergonha de ser feliz, buceta boa é aquela que se entrega pro meu pau fazer a parte dele sem cerimônias.
Buceta com cerimônia não vale. Não mantém tesão, não faz a cabeça..
A minha homenagem àquelas que marcam e remarcam o território da minha memória.
Buceta boa, a gente nunca esquece e adora relembrar.

27 de set de 2011

Bruna

Ela pegou meu celular e disse: "tira foto!"  Depois pediu "quero post! Com imagem! Pra ficar famosa na internet!"   Arrumou uma flor pra prender no cabelo e comeu sem cerimônias o chocolate em cima do meu balcão. Por último me lascou um beijo de língua, nem sequer esperou que tocasse alguma canção chave dos beijos roubados. Tocou a campainha pedindo a boa e velha xícara de açúcar e adoçou a casa toda.
Ela não é surfistinha, mas poderia ser. Bruna tem pernas finas, boca carnuda, cabelão pintado de amarelo. A bunda é magra, mas esférica, sotaque cheios de erres e esses, sorriso infantil. Bruna é indecente. Ri alto, fala palavrão inapropriadamente, dança até o chão, só bebe destilado e só usa roupas 18 dedos acima do joelhos mesmo no frio.
Bruna é minha homenagem do dia. A criança que provavelmente inspirou São Cosme e São Damião. Um Erê de coração apimentado, uma alma louca e linda, lógico. Cismou com o quarentão aqui e não se faz de rogada.
Estou velho pra vc, Bruninha. Mas se tivesse ai uns 15 anos a menos, encararia feliz o desafio de domar uma fera assim, com flor no cabelo e envolvida nas minhas cortinas. :)

Ilana

Eu estou muito preocupado com o futuro deste blog.
Outro dia fiquei puxando pela memória, tentando achar o nome de uma mulher especial lá pelas bandas de 1990. Todas que me vinham à mente, já tinham sido homenageadas aqui. Será que estou me aposentando? As inúmeras mulheres que amei, conheci, admirei, sonhei estão com os dias contados??
Foi então que avistei Ilana. Eu estava no quinto chope, muito sóbrio ainda para delirar: Ela passou e eu segui: cabeça altiva, formas retilíneas, calças largas e blusa marcando a cintura. Gritei: "Ilana!"
Ela se virou, pensou por quase 30 segundos e abriu um sorriso-abraço lindo. O abraço real veio depois e durou 5 minutos. Em plena Paulista. Pessoas olharam, não é normal abraçar durante 5 minutos em São Paulo. =´/
Eu e Ilana fomos amigos ocasionais, nossos irmãos namoraram e nós demos uns pegas numa festa junina em BH há tantos anos que achei incrível reconhecê-la de cara. Ela está mais bonita, mais alta, mais segura. Casou-se com um músico, veio morar em Sampa e há 3 anos trabalha numa agência de publicidade a duas quadras da minha casa. Percorremos os últimos 20 anos com uma rapidez invejável. Ilana tem um raciocínio rápido, bebe cerveja feito gente grande, gesticula muito e tem um olhar franco, direto.
Foi muito bom rever essa garota e descobrir que mulheres especiais nunca faltarão ao meu blog e à minha vida. Vocês estão em toda parte. Basta parar um pouquinho, olhar com cuidado e ser presenteado: cheiro bom,  gestos delicados, papos deliciosos. Mulher, mulher, mulher.

19 de set de 2011

Laura

Conheci Laura quando tínhamos 16 anos. Uma negra linda, sorridente, falante. Ela fazia judô e eu natação. Lá em casa não tínhamos grana pra luxo algum, mas minha mãe fez questão que todos nós aprendêssemos a nadar (e em Minas nem existe praia...)
Laura era campeã de judô e não sabia nadar. Eu era um peixe, mas inútil num tatame. Fizemos um trato: ela me ensinaria uns golpes e eu lhe daria umas aulas de natação. Nem eu nem ela podíamos pagar um segundo esporte no Sesc, mas podíamos usar as dependências do clube depois dos horários das aulas e graças a Laura, me interessei muito por lutas marciais e até cheguei a faixa roxa anos mais tarde. Ela tb nunca morreu afogada, eu sou um bom professor e em Minas... nem existe praia. Ficamos amigos. Ela tinha um namorado gente boa. Eu tinha uma namorada bacaninha, estava descobrindo as alegrias de fazer sexo fofo e apesar das lindas coxas de Laura e da sua perfeição dentro do maiô ou do quimono, nada aconteceu.

2004, noite chuvosa em BH, eu de fogo depois de um churrasco com amigos. Na mesa ao lado, meia dúzia de mulheres maravilhosas, como é bem comum no meu Belo Horizonte. Uma delas chegou na nossa mesa e disse me olhando fixamente: "Minha amiga quer saber se vc foi professor de natação dela. Seu nome é Rubens?" Eu pensei 3 segundos e busquei um resto de mente sóbria quando avistei Laura.
Seu sorriso enfeitando um cabelo black, mãos longas segurando uma tulipa de chope e um abraço longo e delicioso. Me arrependi de ter bebido tanto àquela tarde. Bafo de cerveja não é legal num reencontro. Conversamos por uns 15 minutos e ela deixou o telefone para eu ligar o dia seguinte, se eu lembrasse (fez questão de frisar.) Eu lembrei. Nunca esqueceria um par de pernas daquele naipe, mesmo se eu estivesse em coma alcóolico. Eu liguei.
Relembramos. Demos muita risada. Ela mostrou a foto do filho Lucca. Eu mostrei a foto de sua quase xará Lara. A gente se beijou. Bebemos cerveja e falamos de religião, política, futebol.
À noite ela me levou pro tatame, sem cerimônias. Golpes precisos, ippon rápido.
Aiai... Pena que em Minas ainda nem existe praia...
Minha homenagem à faixa preta mais bonita que eu já vi. Ainda está me devendo um desempenho entre raias e cloro. ;)

14 de set de 2011

Natara Ney

Nome esquisito, alma livre. Natara. Nem sei se tem significado, se a origem é tupi guarani se foi escolha do pai ou da mãe..
Natara pra mim é liberdade de expressão feminina.  Natara pra mim é sentar e acender meu cigarro com os olhos grudados nessa tela. Natara escreve bem pra caralho.
E só sabe dançar sarrando, sorrindo, sonhando.
Apaixonei.
www.soseidancarsarrando.blogspot.com