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29 de mai de 2010

Carla

Ressaca. Gosto de corrimão de puteiro na boca e as nuvens insistentes e brancas do lado de fora da janelinha. A aeromoça não e tão moça assim e beber mais uma dose para rebater as treze anteriores não será possível. São 2 horas de vôo e nenhum filme pornô na TV pendurada dois assentos à frente.
Meu mundinho particular é de embrulhar o estômago.O que se há de fazer?
Já em terra firme, porém não tão firme assim, aquela loira, óculos escuros e colares dourados se aproxima.
- Deixou cair na poltrona.
E estendeu com as mãos brancas e unhas perfeitas o que parecia... Minha carteira!
-Onde vc a achou? Obrigado.
-Na poltrona do meio.
Pensei naquela hora que em  mais de 20 anos de ressaca contínua, nunca tinha deixado de notar uma loira daquele quilate, ainda mais dentro de um avião e sentada do meu lado.
Chamei para um café, era de bom tom agradecer com um agrado, mas ela disse que estava atrasada para uma reunião.
Me ofereci para levá-la, já que meu carro havia ficado no estacionamento. Taxi para chegar a Confins do mundo é realmente caro e para sair de lá, mais ainda. Ela disse não novamente, havia um funcionário da empresa à sua espera. Então pedi o telefone. Era o que restava de idéias na minha mente chacoalhada pelas doses de jack Daniels da noite anterior.
Ela não deu, mas curiosamente, me perguntou se o Meliá, onde ficaria hospedada era bem localizado. Eu não tinha a menor idéia onde ficava o Meliá, mas fui categórico em dizer que sim. Excelente localização.
Ela se foi, mas antes deu o primeiro sorriso da manhã:
-Prazer, Carla.
8 horas mais tarde, livre da ressaca e com hálito de trident com colgate, estava eu, no balcão de recepção do Meliá, procurando as Carlas que deram entrada àquela manhã. Por telefone ninguém quis informar, entao eu fui pessoalmente usar o charme bem menos eficiente nos últimos tempos.
Carla surgiu 20 minutos depois, saindo do elevador, ainda mais loira e revelando olhos azuis amendoados e cílios longos. Carla estava sexy e sabia disso.
Ela é daquelas mulheres chiques, compenetradas e de voz grave. Parou na minha frente e soltou um
"Eu sabia", com aquela convicção feminina que me faz enlouquecer.
Comemos pizza, escondidinho, bebemos cachaça mineira gelada, depois a misturamos com pitanga e jabuticaba. Pedimos petit gateau e nos beijamos entre a colherada de sorvete e mais uma dose de Salinas, envelhecida e cheirosa. Falamos sobre aplicações financeiras, o último filme de Roman Polanski, a atuação de Wagner Moura em Hamlet. Ela sorri pouco, mesmo após algumas doses. Sofisticada e séria, mas com uma malandragem que escapa do decote descuidado estratégicamente...
Há uma bela lembrança de Carla nesse meu livro de memórias sacanas. Ela tem uma coisa felina predadora que vi poucas vezes em uma mulher.
E a cama do Meliá BH... uma beleza!

25 de mai de 2010

sonho e desejo

tive um sonho esquisito. Eram mulheres especiais misturadas: cabeça de uma, pernas de outra, sorriso de uma outra, cabelos, bunda, voz, sotaque: um pout-pourri de melhores momentos.
Acho que é uma nostalgia agregada ao desejo de achar a espécime ideal. Nesses dias de inferno astral, essa idéia de chegar ao cume, acender um cigarro e tomar a dose perfeita e relaxante, tem invadido meus dias e consequentemente minhas noites.
Preciso assim de uma psicóloga, que possua os dados técnicos para fazer a interpretação correta dos sonhos esquisitos. Se calhar, topa fumar comigo o tal cigarro e brindar a dose perfeita lá no cume. Vai estar frio e a gente vai precisar dormir de conchinha.

23 de mai de 2010

ética sexual

Ontem, em mais uma das minhas despedidas, umas meninas curiosas me cercaram para fazer um tal de jogo da verdade, uma certa arguição sexual divertida. Eu tentei adaptar o jogo a um strip-poker mas não colou...
Depois da 4a. dose de qualquer coisa que seja alcóolica, nem precisa pressionar: a verdade vai sair.
A curiosidade delas variava da preferência da posição até cheiros, tipos de lingerie e sexo a três. Até que uma delas, tocou no assunto blog e veio com uma pergunta capiciosa, sobre ética e cavalheirismo sexual:
-O que vc acha que as mulheres citadas no blog acham, de vc falar de intimidade e até citar o nome delas?
Eu nem tive tempo de responder. As opiniões foram pulando das bocas coloridas como cachorros presos há tempos em canis:
algo incontrolável. Algumas me davam tapinhas, dizendo que adorariam ser citadas, outra, que é casada, gritava um "deusmelivreeeguarde!" e a que perguntou esperava em silêncio e sorriso-vingança a minha verdade.
A pergunta puxou a polêmica que puxou mais uma rodada de cerveja, que fez os outros caras do local darem suas opiniões e assim não tive oportunidade de responder e fiquei com a tal provocação martelando a minha idéia. Portanto, segue a minha defesa:
Esse é um espaço para homenagear o sexo feminino,  Não deveria ser constrangedor para ninguém passar por aqui, ter seu nome(primeiro nome e muitas vezes fictício) citado ou minhas honrarias prestadas.
Sou um fã incondicional de vocês. Não viveria sem o inferno emocional feminino na minha vida. Sou um babaca apaixonado por pernas, saltos, maquiagens no banheiro, calcinhas de fru-fru, bucetas e seus penteados únicos, cheiros únicos, gostos únicos.
Nunca me perguntei se era anti-ético, falar de coisas que vivi com fêmeas inacreditáveis que farão parte da minha biografia. Ever. Alguns posts aqui foram pré anunciados às suas heroínas. Eu, conhecendo uma ou outra cabecinhaa mais complicada, telefonei ou passei email pedindo autorização. Mas ainda confio no meu taco para escrever sobre algumas mulheres sem ter que consultá-las, tendo convicção absoluta que sentiriam-se tranquilas, felizes e até envaidecidas.
Mas, se houve uma pergunta assim, vou considerar a hipótese de alguém se sentir ofendida. A alma feminina é um mistério profundo até para um estudioso dedicado como eu.
O SAC Rubão está aberto. reclamem, abram o coração, me xinguem à vontade. Eu deleto na hora, envio flores e chocolate e deixo vcs me chicotearem de leve por 12 segundos.

20 de mai de 2010

a última vez.

eu disse não um milhão de vezes.
Na frente do espelho, enquanto me barbeava e ouvia James Taylor na música mais chata dos últimos 100 anos.
Eu disse não quando vi o email, e quando senti a vibração do celular no meu bolso.
E desci feliz, pro meu café fim de noite, a resistência é uma dádiva, é para os fortes. 24 horas de um herói e sua resistência.
O pau e a cabeça trabalhando em parceria. a gargalhada chega farta à minha garganta.
Caminho lentamente, a portaria, o lar, logo ali. Pensei em dormir sem wiskie, sem punheta, sem úlcera.
Aí vi o salto alto e as unhas vermelhas, reflexo pelo blindex...
e vc ganhou de novo.
Mas, aviso que foi a última vez.

enquanto ela dorme.

Eu gosto de deixar uma mulher cansada. Exausta.
Enquanto ela dorme, eu me pavoneio, me acho o cara foda que fez aquela buceta descansar.
Enquanto ela dorme contorno o umbigo.
E vejo que há um sorriso disfarçado nos lábios frios.
Acendo um cigarro e vou à janela.
De longe as pernas dela, se enrolam num resto de lençol e eu penso que morreria sendo aquele tecido amassado no meio das coxas que guardam as marcas do nosso gozo e da nossa vontade.
Eu me espreguiço e vou para o lado oposto à janela: gosto de olhar sua nuca e dos pelos finos que descem pelas costas e encontram  aquela bunda tamanho M, provocativa e escrachada.
E as pernas de novo, ah, as pernas...e o lençol no meio delas outra vez.
O quarto cheira a desejo saciado, mas o espelho me mostra que eu ainda quero mais.
O sonho que vc sonha e o lençol que vc afaga podem esperar.
Abra os olhos, a vida real pode ser bem mais divertida. De novo.

18 de mai de 2010

Glória

Eu tinha 17. Ela 31.
Eu era um moleque. Ela, uma deusa.
Eu ficava vermelho cada vez que ela chegava. Ela, sorria e cruzava as pernas.
Eu sonhava com ela todas as noites. Ela me ensinou que viver é melhor do que sonhar.
A primeira mulher que ganhou o meu amor puro.
Ela me fez mentir em casa e correr riscos necessários.
Mulherão, eu pensava enquanto saía do colégio pensando na hora de encontrá-la.
Será que é comigo? Pensei quando ela encostou os seios nas minhas costas, dentro do elevador apertado.
Meu ego adolescente totalmente afagado pelas curvas de Glória, seus dentes brancos e pés cheirosos.
A minha pressa atrapalhou algumas vezes, mas a calma dela, sua alegria e aquele gozo bonito que eu nunca tinha visto... me faziam controlar os segundos em cima daquele mulherão.
É... fui um moleque sortudo. E eu ainda fiquei puto quando me recusaram nos testes pra jogar futebol no Gama.

17 de mai de 2010

manual do cafajeste para mulheres

Esse é o nome de um site/blog que eu sigo.
Trata-se de um malandro, que se auto apelida cafa e dá dicas de relacionamento para o mulheril, baseando-se na ótica masculina (dele). Levemente inteligente, traz uns temas polêmicos e algumas lições do que se deve ou não fazer, especialmente na cama. É engraçado, aborda certos assuntos interesantes e tem mais de 1000 acessos por dia. Um sucesso   -perigoso-.
Saí com uma amiga neste fim de semana. Ela daquelas mulheres incríveis, trabalha muito, é mãe, sempre antenada com o mundo, bonita e solteira por opção. Volta e meia, quando ela vem a BH ver os pais,  a gente mata as saudades. E esse foi um fim de semana de matarmos saudade.
Já nos conhecemos há um tempo, o que abrevia uma série de joguetes chatos de sedução. Já na madruga, na hora que bate aquela fome desesperadora, começamos a conversar sobre amenidades e ela me conta sobre um post que leu no tal site. Queria saber minha opinião, toda insegura da sua performance e tal... Pois eis que o cafajeste sabe-tudo, escreveu que mulher que "narra foda" é broxante.
No tal post que fiz questão de ler, ele vai desenvolvendo o tema, com aquela convicção absoluta, como se trepar tivesse manual de faça aquilo e não faça isso.  Fala entre outras coisas que na hora do sexo, a mulher deve ficar quieta. Que essa coisa de falar bobagem e obcenidades é algo que os homens detestam. Que no máximo um gemidinho e mesmo assim, discreto.
Meu querido Cafajeste: faça-me o favor! Fale por vc! sexo não tem bula, meu filho! Se vc gosta de mudinhas na hora do vamuvê, o problema é absolutamente seu. Pela minhas andanças, o que tenho a falar sobre isso é que mulher adora falar e ouvir coisas na cama. A excitação da mulher começa com um bom papo no pé do ouvido em qualquer lugar e  na cama não é diferente. Faz parte da fantasia delas. Enquanto a gente precisa ver, elas precisam ouvir. E outra: a cama não é uma igreja anglicana. Claro que nem todas as mulheres curtem falar e ouvir baixarias, mas o silêncio mórbido e os gemidos discretos, normalmente são resultado de repressão ou excesso de timidez.
É muito sério essa coisa de internet. Neguinho sai falando qualquer merda e nesse caso, eu tive que intervir rapidamente, porque minha gata falante até aquela hora, estava inexplicavelmente calada. Por pouco o cafajeste e seu manual, não transformam minha noite animada em um velório de família rica...

10 de mai de 2010

sampa aí vamos nós.

Sou um cara sem raizes. Nasci em Cuiabá por acaso e com menos de 2 anos me mudaram para Uberlândia. Fiquei lá até os 17, quando fomos exportados para Brasília. Fiquei  na Capital Federal até os 20, depois voltei para Uberlândia. Lá minha filha nasceu, eu melhorei de emprego e passei a querer ser alguém nessa vida louca. Me mudei pro Rio de Janeiro, onde achei que fosse ficar pra sempre, mas vim para BH curar meu coração machucado e aqui estou há uns 8 anos.
Quando eu achei que tava com o boi na sombra, vem uma proposta indecorosa e inesperada, para acabar o marasmo e coroar meu inferno astral: São Paulo.
A princípio serão sete meses, mas o caipira aqui já está animadinho pra cair nas "balada" e nas "mina".
paulistanas frescas e deliciosas, me aguardem!
Tô chegando cheio de disposição.

Letícia

Linda.
rosto de menina, sorriso tímido, cérebro rápido.
Ama crianças, é a favor da reciclagem e não sai de casa sem filtro solar. Ela saca um pouco de política, faz meditação e tem um par de pernas, que eu vou te contar. Poderia ter sido modelo, mas preferiu lecionar para adultos num programa do Governo de MG, que paga pouco, a mantém no interior e a deixa feliz.
Eu não mereço uma mulher dessas, falei quando meu bina me avisou que era ela. Demorei a atender, porque pensando melhor, quem não merece um egoísta, beberrão e boêmio incorrigível é ela... mas mulher que sabe o que quer, calcula os riscos, põe na balança o que custa e o que beneficia e vai a luta. Talvez por conta disso, num fim de semana que ela veio a BH, me ligou e convidou para jantar. Cada vez que ela abria a boca para defender um ponto de vista, falar dos seus planos e rir das minhas piadas óbvias, eu me arrependia antecipadamente de ser um solteirão convicto e deixar essa jóia escapar. Ela não bebe nada, mas abriu exceção para me acompanhar no Casilero, que pedi pra combinar com a noite de lua cheia e com o macarrão metido à besta do nosso prato.
Fazia frio e eu vi seus pêlos loiros do braço arrepiar ao sairmos do restaurante. Sou alucinado em mulher que tem pelinhos nos braços, só pela possibilidade de fazê-los arrepiar... A noite foi perfeita e tivemos outras como aquela, nos fins de semana consecutivos. Mas eu não segurei a onda de ter uma mulher perfeitinha, equilibrada e madura como aquela. Um cara que ama as controversas, narcisistas e temperamentais, não aguenta uma mulher nota azul no boletim por muito tempo... E só quem tem um coração vagabundo como o meu, poderá me entender e me apoiar.
De qualquer forma, não poderia deixar de homenagear esta gata chamada Letícia, que nasceu pronta e faz a gente se sentir um traste ou uma coisa mal acabada, pelo simples fato de existirmos...
Eu só poderia alcançar esta alma e fazê-la feliz, daqui a umas dez encarnações, então... vai ficar pra próxima, infelizmente.

6 de mai de 2010

reflexões pré aniversário

Já fui o babaca do ano, quando tive medo de ter uma mulher mexendo nos meus discos após uma noite de sexo bom,
por isso a dispensei.
Já fui o babaca do ano, quando achei que tinha encontrado a mulher certa, mas quis dar mais uma variada por aí e acabei a perdendo pra sempre.
Já fui o babaca do ano quando contei mentiras, disse eu te amo sem sentir nada, deixei de procurá-la por orgulho, dei presentes para levar uma linda fêmea pra cama, acreditei num orgasmo fingido e fiz sexo porque não tinha nada melhor pra fazer.
O babaca do ano tinha 20 e poucos anos, dava cinco numa noite e tinha uma disposição para trepar todo santo dia, invariavelmente. A idade traz uma certa tranquilidade e faz a gente virar um sensato qualquer, lendo o jornal de manhã, escrevendo num blog e lembrando grandes mulheres que já passaram por essa vida, porque quer apenas agradecer e homenagear.
Não tenho a mesma disposição incrível, é verdade. Mas meu pau ainda lateja diariamente quando penso em comer aquela mulher e tenho calma para levá-la não apenas pra minha cama, mas quem sabe pra minha vida.
Fazer 43 anos daqui a um mês, me faz pensar que me tornei o sensato que acredita em relacionamentos. Quero orgasmos reais e alguém ouvindo meus discos numa linda manhã de domingo, enquanto acendo um cigarro e elogio sua bunda.

4 de mai de 2010

o orgasmo feminino

É nosso gol.
natureza + testosterona capricharam no quesito egoísmo, então a gente vai pra cama, como o centro avante que busca a artilharia e tem a cara de pau de dizer que o gol é pra fazer a torcida feliz. Mentira deslavada. A gente adora ver vocês gozarem, encharcarem colchões, gemerem loucamente.
Mas não é generosidade, doação ou altruísmo. É simplesmente... EGO.
Quando vcs tem orgasmos incríveis e nos contam que foi
 in-crí-vel, nosso umbigo maior que Lagoa Rodrigo de Freitas, transborda de felicidade. A gente precisa desse afago. No ego.
A gente precisa saber que a gente conseguiu fazer vcs sairem da cama, levando bucetas realizadas. E quando vocês não dizem que foi incrível, a gente pergunta: foi bom?
Nossa auto afirmação precisa ser atingida, assim como o orgasmo de vocês. Queremos ser os melhores, os caras, os fodões. Mil rotações na língua por minuto, porque vc tem que gozar meu amor, pra eu ficar feliz e ganhar a medalha do pau de ouro do ano.
Tudo bem que não é bondade pura, mas vamos combinar que o importante nessa vida, é o resultado, né?