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30 de abr de 2010

meu pau sem cérebro

Domingo, meio dia, sol a pino na Pampulha. crianças com seus cachorros, pais separados com seus filhos de fim de semana e eu com saudade de areia, água salgada, biquininhos desfilantes e peitos sob o sol.
Aí ela passa. Aquela elegância da tradicional família mineira faz meu pau latejar. Mulher de chapéu em sol escaldante, desfilando com ar superior e me olhando como quem olha um qualquer. Como se ontem eu não estivesse ali dentro daquelas carnes macias e elegantes. Eu também quero ignorá-la.
-Esse é o trato! - lembro ao meu pau descerebrado.
Ela passa outra vez, dá gargalhada, quase tropeça em mim. Finge que não me vê, mas me encara.
Meu pau sem cérebro me comanda e apesar de eu sensatamente sair dali, sabendo que aquele é seu território e eu sou um invasor..
naquela noite poucas horas depois, eu estava embasbacado na frente do mais belo espécime feminino da tradicional família mineira.
No meio dela, acatando ordens e acreditando que meu pau sem cérebro tava coberto de razão.

28 de abr de 2010

a solidão

Sou o filho mais velho de 4 irmãs, meu pai se mandou quando eu tinha 14 anos, então eu sei bem o que é solidão.
Há uma beleza na solidão. Há nela um silêncio raro e sem ecos.
A punheta é algo solitário e belo. A punheta é a maior expressão da solidão masculina. Ela apresenta-se pura, digna e destemida. Sou fã da punheta.
Tenho contrato assinado com a solidão há tempos, corpos que vão para o microondas de vez em quando e alguns esqueletos no armário, para não perder o bom hábito da nostalgia.
Gosto do cheiro da solidão, me acostumei com ele, a cama pode até estar preenchida, mas o cheiro da solidão fica ali grudado nos lençóis, é acido e viciante. Solidão é substantivo feminino, então, natural que nos dê uma rasteira de vez em quando, mulheres fazem isso naturalmente. Não a temo, às vezes enjôo dela, mas trato é trato e até que este esteja de pé, fazemos companhia um para o outro e vamos nos aturando.
Acabar com a solidão é coisa para os corajosos e eu sou um covardão. Recebo spams todos os dias, conheço o caminho das pedras, mas vou ficar um pouco mais, pelo menos até amanhecer.
Outro dia, uma fêmea bonita e solitária me perguntou se estava difícil achar a mulher certa. Eu respondi que estava difícil achar, mas que procurar tava bom demais...

26 de abr de 2010

Andrea

Foi amor à primeira vista. Muito tempo se passou, mas cada vez que eu lembro daquele momento tenho certeza que foi amor à primeira vista. Na minha memória degradada pelo álcool, ainda estão nítidas as imagens: a roupa que ela usava, o brinco que ornava a sua orelha, a aliança que marcava seu dedo anelar esquerdo. Os cabelos curtos, mostravam uma nuca tímida, contrariando o sorriso fácil e as mãos gesticulantes.
Linda. Linda de morrer.
Isso foi em meados de 1991, numa passagem relâmpago àquela cidade que eu nunca tinha ido. Eu estava aborrecido, briguei na empresa, tentei empurrar pra outro, mas não teve jeito e fui.
Fui para amar Andrea à primeira vista. Coisa de destino, só pode.
Ela nem percebeu minha presença, tinha uma alegria sofisticada e era popular. Um jeito de menina e o olhar mais penetrante que já encontrei nessa vida. Eu era apenas mais um babão, cuja a baba não a fazia escorregar, olhar pra trás ou mudar um milímetro de seus passos retilíneos e sensuais.
Acompanhei-a de longe por quase três anos, mais de mil e trezentos quilomêtros longe, mais de mil dias longe.
Aí,  num sábado de sol, pleno verão carioca, me contaram que ela estava bem perto e já não ostentava nenhuma aliança.
Numa época em que internet era coisa de ficção científica, achar uma mulher numa cidade do tamanho do Rio de Janeiro, tendo apenas o nome, o sobrenome e um tel fixo desatualizado...
é coisa pra McGiver.
Eu a achei. Tinha um ar menos esfuziante, carregava nos olhos penetrantes, uma tristeza e uma maturidade que eu não reconhecia, mas meu sentimento estava na validade e eu fui à luta. Eu tinha que fazer aquele sorriso se iluminar de novo, muitas vezes. No final das contas, foi ele quem me iluminou.
Andrea foi a primeira mulher que me fez querer voltar pra casa todos os dias e fazer planos, fazer contas e fazer filhos. A gente se ensinou um monte de coisas, rimos, choramos, brigamos e fizemos sexo impecável e pecável centenas de vezes.  Eu perdi a conta de quantos momentos quis reviver com ela, quando não dava mais.
Essa é a minha homenagem a uma mulher intensa, fêmea completa, corpo perfeito, inteligência acima da média e uma generosidade que poucas vezes vi em alguém.
Andrea é a saudade mais bonita desse meu coração vagabundo e bobo, que deixou ir embora,  o único amor à primeira vista que lhe aconteceu.

25 de abr de 2010

o cara fiel.

fiel é o cara que respeita a mulher pela alma que ela tem, pelo poder que ela exerce no mundo e pelas curvas que podem levar qualquer sujeito feito eu, à absoluta loucura.
Isso não tem nada a ver com a monogamia imposta pela sociedade hipócrita e católica que faz puta usar crucifixo e cafetão se benzer antes de meter a porrada na puta.
Pessoas são insubstituíveis, mas se completam, se complemetam dentro do universo que cabe em cada um de nós.
A babaquice maior é acreditar que é possível encerrar desejos numa única pessoa.    Não é.
Essa é a realidade grotesca que faz homens serem os filhos da puta e as mulheres serem galinhas. O que acontece, no entanto, é que homens e mulheres são criaturas que sentem o cheiro alheio e se interessam por ele e ao resistir a este chamado, estão confundindo a própria natureza, driblando a própria essência.
Isso é apenas o desabafo de um cara que coloca as mulheres em pedestais e acredita que a buceta é o único caminho para a salvação e para a perdição. Até que essa vida me prove o contrário, o cara fiel sou eu.

24 de abr de 2010

elas mandam- nós obedecemos.

Uma das coisas que a gente precisa aprender nessa vida é que quem manda é a mulher. Se parássemos de ir contra esta força da natureza e nos rendêssemos de uma vez por todas, pouparíamos horas de discussão e anos de análise. Elas decidem o que, onde e como. Simples assim.
Vejamos alguns expemplos dessa nossa triste realidade:
Elas nos dão quando querem e a menos que você seja um psicopata ou um estrupador,  precisa acatar esta decisão.
Elas decidem o que fazer na cama e por mais que a gente tenha a doce ilusão de conduzir a coisa, na hora H elas comandam, impõem o ritmo e o desempenho.
Elas decidem quando vão engravidar, porque por mais que tenhamos aprendido a lição de que aquela capa emborrachada maldita seja necessária, a hora que ela colocar você entre aquelas pernas e usar o método fêmea de imobilização humana... fudeu.
Elas decidem o programa de sábado à noite, mesmo quando invertem com maestria essa decisão, dizendo:  -Sempre é a casa dos seus amigos! -Sempre é o bar que vc prefere! Repetindo com jeito de vítima que ela sempre cede... mentira. Quem decidiu onde ir e quanto tempo ficar, foi ela.
Não digo isso com revolta. Sou um sujeito conformado, mandado por mulheres desde que cheguei a esse mundo, apaixonado por essas ditadoras, subordinado às suas vontades e certo de que só me resta obedecê-las prontamente.
Tem como não amá-las?

22 de abr de 2010

predador..ilusão..medo

Ela chegou de repente, foi tirando a roupa e todas as minhas defesas de macho. Nem ouso tocá-la, fico inerte diante daquelas curvas e olhos e pernas.
Tenho medo daquela mulher de 1,70 e seios pequenos feitos sob medida para minha boca sedenta.
Sou aquele homem que gosta da ilusão de ser predador.
Minha caça se mantém distante, ensaia se paroximar, mas acende um cigarro e relaxa.
Ela não tem medo de mim. Ela domina a situação e eu, de predador passo a ser a presa fácil, no meio daquelas pernas, dentro daquelas carnes, ouvindo aquelas frases que me fazem acreditar que ela só dá pra mim.
A ilusão do predador é um carma.

20 de abr de 2010

Renata

A gente namorou por um ano inteirinho. Ela fazia o tipo gostosinha e desencanada, e adorava sexo. Seu corpo mignon de bailarina, era bom de levantar, virar e fazer balancinho. Além do clássico estica e puxa.
Renata me dispensou no dia do nosso aniversário, planejado por ela com requintes de crueldade: "jantar,motelzinho e chocolatê", ela dizia com aquele sorriso de olhos e boca, que eu amava. "Vamos num japa bem chiquê?" Renata tinha mania de falar virando tudo que é palavra em oxítona: ela dizia gostosô, bonitô, queridá e por aí vai. Antes do fatídico aniversário, eu todo animado, buscando significado de flor, pra não cair no lugar comum das rosas vermelhas. Sou um cara que presta atenção na mulher e gosta de surpreender; mas Renata nem deixou eu ousar demais àquela noite.Nem chegamos ao motelzinho, mal consegui entregar as flores através do garçom na hora do jantar. O babaca que vos fala se ferrou e nem teve aquela compensação básica que vem com uma mulher pelada em cima de você.
A impressão que dá é que ela queria maquiavélicamente me dar um certo troco e levou a sério a máxima que prega que vingança é prato que se come frio. Ainda bem que comida japonesa vem na temperatura certa e eu adoro sashimi.

Renatinha, nunca mais degustei um missoshiro com a mesma satisfação...

19 de abr de 2010

Lara

Ela nasceu no dia 24 de novembro. Só esse fato, já faz dela uma mulher especial, mas isso eu só descobriria anos mais tarde.
Fiquei sabendo nos primeiros dias daquele ano, que ela esteve lá em casa no natal, enquanto eu viajava. Minha mãe nem me desejou feliz ano novo, foi despejando a novidade sem dó nem piedade. Eu estava de ressaca, estômago virado, enjôo pós-reveillon-cheio-de-cachaça-e-sexo-sem-compromisso...
Foi um susto. O maior da minha vida. Não quis conhecê-la, mas tem coisa nessa vida louca que simplesmente é inevitável.
Lara foi algo inevitável, mas ainda assim, por várias vezes, ela estava ali na sala, na cozinha ou no quintal e eu escondido no quarto, saindo pelos fundos, sempre tentando evitá-la.
Quando finalmente me encontrei com seus olhos verdes e redondos, já era carnaval.
3 meses se passaram desde o natal, não dava mais pra fingir que não era comigo. Segunda feira, entre o bloco das piranhas e o início do desfile na TV, 1989. Minha ficha finalmente caiu.
Ela estava fantasiada de melindrosa. Confesso que uma melindrosa de fraldas não era bem a minha idéia de encontro sexy de carnaval, mas meu coração estava saltando pela boca quando a vi de roupa vermelha e chupeta pendurada.
Era medo. Não havia nenhuma outra emoção possível naquele momento: era pânico. Medo e pânico misturados a litros de lança perfume inalados no bloco, vagando pelo meu cérebro oco.
Levei mais de um ano pra saber se o que eu sentia por ela era amor. Na verdade, tinha mais a ver com negação. Eu me achava um cara azarado. Ter que dar conta de um problema com nome, sobrenome e muita baba, não era justo. Homens são infantis e egocêntricos. Posso ser julgado e perder o encontro de amanhã a noite, mas tenho que dizer que fiquei bem longe de ser o fofo que se sentiu abençoado, quando aos 22 anos recebeu a notícia que era pai de uma menina chamada LARA, um mês de vida e nenhum dente na boca.
Não era desse jeito que eu havia planejado dar continuidade aos meus genes... verdades na mesa? Eu nunca tinha parado pra pensar em dar continuidade a nada, eu queria era espalhar muita porra por esse mundão sem nenhuma consequência.
Não deu.
Quando a coisa toda tinha rolado há uns 15 meses, pintou um lance sério aqui dentro. Foi quase um miojo: 3 minutos olhando pra ela e pimba!  Amo essa mulher!, pensei.
Ela encostou a cabeça no meu colo e adormeceu com algodão doce melando seu cabelo e pela primeira vez senti a necessidade de cuidar de alguém. Não era uma obrigação, era uma coisa que eu realmente precisava fazer todos os dias pela resto da minha vida medíocre. Eu precisava melhorar a minha vida medíocre, inclusive.
Agora tô aqui, 20 anos depois, meio puto meio orgulhoso, porque ela tem uma bunda maravilhosa desenhada com perfeição abaixo da cintura fina. (eu sou foda quando resolvo fazer algo)
E em algum lugar por aí, provavelmente bem perto dela, deve ter um palhaço pensando em espalhar, sem consequências, genes e outras substâncias.
Ontem quando liguei pra ela, esqueci de falar, mas aí vai:
"Maltrata, filha! Maltrata que a gente gama!"

Simone

-Meu nome significa "aquela que sabe ouvir!
-É mesmo?
Eu respondia, enquanto a chupava enlouquecidamente, num vão entre o segundo e o terceiro andar, que tínhamos descoberto dias antes, numa pane de 2 minutos do elevador.
Chupar uma mulher de roupa, não é uma tarefa fácil, mas Simone(aquela que sabia ouvir), passou a ir de saia, todas as segundas e ficava na fila do elevador, esperando que eu, sempre atrasado, chegasse atrás dela e desse a senha: "Hoje tem pane..." Algumas vezes ela usava a senha: "Você demorou! "ou "que horas vai almoçar? "
Quando ela me perguntava que horas íamos almoçar, eu já sabia que teria aperitivo de Simone antes ou sobremesa de Simone depois. Eu nunca trepei com ela, nunca nos falamos por telefone, nunca nos vimos fora daquele elevador. Ela trabalhava no vigésimo e eu no décimo quinto, e nosso lance era chupação no vão do elevador às segundas feiras. A verdade é que eu tentei fazer o serviço completo algumas vezes , mas ela nunca deixou que eu a penetrasse. De alguma forma estranha, eu entendia e acatava o acordo velado, entre minha boca e sua buceta.
Enquanto eu executava o tal trabalho com dedicação, normalmente com os joelhos no chão e tendo o corpo de Simone apoiado na parede, ela gostava de falar coisas desconexas, tipo: "Vou fazer luzes sexta feira!" ou "A Suécia tem o maior PIB da Europa!" Aquilo me deixava excitado, intrigado e eu sempre respondia com um "É mesmo?" para não perder a concentração. Algumas vezes, ela agradecida, usava suas mãos pequenas e habilidosas para bater uma punheta pra mim. Eu ficava feliz, claro, mas meu tesão maior, estava em chupá-la às segundas feiras antes ou depois do almoço, fazê-la gozar no vão do elevador e depois eventualmente encontrá-la nos outros dias da semana, vendo-a esboçar um sorriso disfarçado enquanto o elevador passa direto pelo segundo andar.

13 de abr de 2010

sampa

Cheguei em sp, vôo das 07:00 saido de confins do mundo.
aquele frio aquecido de sampa,o movimento e as cores. pessoas com pressa, frota novíssima nas ruas. Tudo tão rápido que BH e seus quase três milhões de habitantes, parece cidadezinha do interior, uai.
As mulheres daqui, são mais loucas que as de outros mundos, possuem uma aura modelada na poluição da cidade, fumam desesperadamente e fazem dietas esquisitas,
sem carboidratos,sem proteínas, com muito álcool e baladas. Mulheres loucas e adoráveis. Poderiam ter mais bunda, se eu pudesse alterar o projeto, mas a colonizaçao oriental acrescentou nos cabelos e olhos o que tirou da retaguarda. Foi uma troca injusta, mas tenho que reconhecer: cabelos bons de pegar e puxar, olhos e sua miscigenação sensual. Paulistanas e sua disciplina, seus conjuntinhos indefectíveis, meia fina(como eu sou louco por uma meia fina)e saltos altíssimos.
Cheguei a algumas horas, fumei dois cigarros, liguei para uma velha amiga carioca perdida por aqui(linda e inteligente),
tomei um fora elegante e um café no Starbucks e agora vou à luta.
Minha diretora usa meias finas e saltos altos, então preciso me concentrar na pauta.

9 de abr de 2010

blog de bêbado não tem dono...

Me baseando nessa pérola da blogosfera, segue um texto devidamente copiado, porém creditado(porque gozar com pau alheio não é a minha).
Texto esse que eu gostaria de ter escrito porque traz de volta um momento que vivi e até hoje fica na minha cabeça, mas nunca foi pro papel. Então achar minha cena tão bem descrita num blog amigo... não resisti:
Diretamente do http://www.meudoceumbigosujo.blogspot.com/
"De madrugada, quase amanhecendo, ela me procura como uma gata que ronda telhados que deseja conhecer melhor. Como que pra ter a garantia de correr por eles no escuro sem o risco da queda. Ela, como qualquer ser decente e adulto, quer segurança. Eu vejo seus passos e as vezes formulo conexões estranhas entre ela e meus vícios. Penso nisso e naquilo, choro e sorrio baixinho enquanto digo pra mim mesmo: não se afobe e nem se apresse. Ter exatidão, nesse caso, é vencer do Tempo. Imagino que ela perceba o mesmo que eu. A visão do abismo e a atração que exerce lento, enorme e profundo. Lançar-se no abismo pra sempre ou pra quebrar a cabeça. 1 possibilidade em 2 e o medo repentino que surge quando se percebe que a segurança, assim como a felicidade, é só um desejo; e não um algo palpável que se modela com o pensamento e as mãos.Minha gata ronrona distante em terras quentes e chuvosas. Vislumbro ela dormindo de camiseta e calcinha e sinto um frisson ao notar que suas pernas, levemente abertas, estão voltadas em minha direção."

6 de abr de 2010

a buceta

Estou há tempos querendo escrever sobre ela: a buceta.
A grande responsável pelas grandes conquistas e pelas grandes derrotas da humanidade.
Pode investigar, chegue mais fundo que eu, e concluirá:
Desde Troia e sua Helena, até Lewinsky e seu charuto.
Bucetas: são elas que nos fazem sair da cama de manhã cedo.
Não é a promoção no trabalho ou o carro novo. Não se trata de decidir ser pai ou abraçar uma carreira: é ela e somente ela:
A buceta. É esse pedaço de carne inteligente, gentil e profundo que nos faz perder a cabeça, o emprego, a noção do perigo e o bom senso. Adoro peitos e bundas, mas todas as honras sejam oferecidas a ela, a dona da festa.
A buceta é o grande tesouro do mapa, o pote dourado no fim de um arco-iris qualquer. A buceta veste a camisa que quiser e está sempre no time oficial.
rainha de copas, manda, desmanda, pisa no meu coração.
e sapateia soberana no meu pau.

sotaques

Eu sou fissurado em voz de mulher. Gosto do jeito que elas susurram e morro de rir, quando elas disparam sua metralhadora verborrágica sem parar.
Se essas nuances femininas vierem recheadas de sotaque regional brasileiro então...
As mineiras, vou começar por elas. Que delícia quando falam no diminutivo, tipo: "queijim, bucetim, amorzim, safadim..." ou "bota esse trem aqui dentro!"
As paulistanas e seus "erres e ennnnndos" com ênfase de quem vai enfrentar um juri.
As cariocas. Ah, as cariocas... tem um gingado na voz, eu gosto das roucas, que trazem fonemas "abeartos" com seus sorrisos gigantes.
As baianas, deliciosamente moles, misturando gírias e entonando conjugação verbal impecável.
As gaúchas e seu cantadinho clássico. Na cama pode levar um sujeito sensível auditivo como eu, à completa loucura...

E quem resiste a um sexo completamente verbal e sujo?

1 de abr de 2010

competir com elas?

Nós, os machos, temos uma mania quase genética de competir.
É algo inerente, não controlamos muito, mas pra mim, ser competitivo com a mulher que amamos comer, beira à imbecilidade...Quando percebo que meu Neandertown, inicia as picuinhas em busca de um placar imaginário que marque
EU 5 ELA 0, começo a pensar no contorno da bunda e nos lábios me abocanhando. Se o lugar permitir, encosto-a na parede pra mostrar-lhe que quem manda ali... é ela! Pra mostrar-me que o que eu devo querer ganhar está bem ali na minha frente. É úmido, quente, gosto de felicidade e cheiro de férias. Bem melhor que sair do jogo com a medalha de babaca do ano. O babaca do ano quer provar que sabe mais do que ela, que tem idéias melhores que as dela e provavelmente nem reparou que ela está de calcinha de renda. Preta.
Competir com mulher não está com nada, até porque é jogo perdido mesmo. Elas são infinitamente melhores que nós.