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13 de dez de 2010

Tereza

A gente tinha o que se pode chamar de sintonia fina.
Tereza foi a mulher que mais me compreendeu nessa vida.
Alguns a chamavam de Rubens de saia e eu gostava disso.
Éramos realmente parecidos em nossa visão da vida. Qualidades e defeitos moldados à perfeição e semelhança do outro. Parecia coisa de irmão ou coisa maior. Sósias de alma, dizíamos.
Ontem foi o dia do aniversário dela, meu celular apitou me avisando e eu fiz um mini flashback do que vivemos e não vivemos, do que sobrou e do que faltou em nossa fina sintonia.
espelhos de frente um para o outro, causam uma estranheza e uma profundidade para a qual não estamos preparados. O reflexo de nós mesmos é a verdade mais nua e mais crua, não dá pra ficar indiferente a isso.
Nossa sintonia foi acabando à medida que o espelho revelava nossas mazelas.
Minha homenagem a Tereza. Não sei se houve mais alguém nessa vida que zombou de mim com tanta elegância como ela.
Não tive coragem de ligar e dar parabéns, há alguns anos meu celular me avisa que dia 12/12 é seu dia e há alguns anos percorro esse mesmo caminho, para concluir que não precisamos de mulheres que pensem como nós, que ajam como nós e que tenham qualidades e defeitos semelhantes aos nossos.
Isso é ilusão ou ilusionismo.
Precisamos é do oposto que traz complemento e discórdia. Precisamos do desafio da descoberta do outro, da surpresa de se encantar com uma fraqueza nova ou um defeitinho quase insuportável.
Se conseguirmos proporcionalizar esses eventos e equalizar o bom e o mal de cada encontro que a vida nos concede...
Tá pronta a tal cara metade.

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