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13 de abr de 2011

Paradoxos.

Numa noite estranha como essa, olho o fundo do meu copo e percebo que a imagem turva de mim, é um pouco menos alegre do que eu gostaria. E que os cabelos grisalhos, junto com a dor no joelho direito apontam para um futuro sem piedade.
Às vezes ao afastar um livro dos olhos na tentativa de enxergar melhor as letras dele, me deparo com  o bocado de mundo que ainda não vi e percebo que a vista cansada é injusta e precoce.
Quando acendo o primeiro cigarro do dia e encho o meu pulmão dessa coisa torpe e infantil que é a fumaça, penso que prazeres pequenos são tão efêmeros quanto verdadeiros e que não adianta tentar alcançar o nirvana se o que me faz feliz é a bela bunda e velho masso de carlton.
Meu pau ainda sabe o que é bom e preciso que ele se lembre todos os dias e não faça feio na próxima década. Mas ainda acredito no buraco quente e definitivo que vai acalmá-lo e trazer a paz.
Paradoxos: não são um privilégio exclusivo delas. É falha humana, mais humana impossível.

Um comentário:

  1. ô meu grisalho predileto, para a sua vista cansada precoce, eu tenho a solução!
    Já para a companhia quente e definitiva que vai te trazer calma e paz, quem dera eu pudesse ter... ;-)

    Bjo bom de bom dia!

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