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1 de abr de 2011

Leila

A conheci numa reunião de pais e mestres em Uberlândia.
Lara tinha uns 11 anos e lá fui eu fazer o pai participativo, na reunião chatérrima numa sexta feira à noite. Havia tantas baboseiras permeando os assuntos necessários que qualquer tema ganhava mais 30 minutos, facilmente.
Lá pelas sete e porrada, eu estava entediado e levemente impaciente com aquelas pessoas, bem mais velhas que eu, me chamando de pai.(semrpe achei retardado essa mania de pediatras e professores nos chamarem de pai e mãe). Foi nesse momento que avistei Leila, do outro lado da sala. Usava uma calça preta e uma jaqueta jeans. Tinha cara de conteúdo e anotava várias coisas que as professoras falavam. Eu achei minha distração e sorri. Comecei a observá-la. Comecei a seguir seu movimento de cabeça, reparei que não usava aliança e que estava realmente interessada naquela carnificina cerebral. Achei graça. Tivemos um intervalo e me apressei para pegar o lugar da gorducha participativa ao lado dela. Eu sorri, perguntei se ela queria uma água e disse que pai eu era no meio daquela multidão de progenitores. Leila foi meio seca, mas 15 minutos depois estávamos rindo dos comentários que fazíamos da coordenadora pedagógica chata pra caralho.
Fugimos 30 minutos antes e fomos tomar sorvete. Leila era mãe de gêmeos, divorciada há 6 meses, um mulherão. Era médica e tinha sonhos bonitos para ela e os filhos.Saímos algumas vezes, depois de alguns meses ela voltou com o ex marido e nos tornamos bons amigos.
Hoje repondi a um email dela, um dos meninos passou pra medicina, ela está feliz.
minha homenagem a uma bela companheira pra reuniões chatas e programas de indio em geral. Diversão garantida, com direito a beijos muto bons.

Um comentário:

  1. É bom quando o destino nos presenteia com algo surpreendente e agradável, no meio de tantas coisas comuns e enfadonhas...

    Um bjo! ;)

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