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27 de out de 2010

Rose

Roseana, Rosemary, Roselaine... Eu já tive algumas Roses.
Na verdade vivi uma fase Roses. Namoradas sucessivas e paralelas com este apelidinho doce.
Não dá pra generalizar, de fato, mas gostei das Roses e guardo lembranças boas delas, com alguns lapsos de memória decorrentes do álcóol e da idade.
Mas tem uma, entre tantas Roses, que fez esse coração aqui se ocupar de sonhos: Roseana.
Ela era uma mulher com atributos especiais. Riponga sorridente, não tinha uma beleza convencional, mas era linda e muito sexy. Chegou na minha vida feito chuva de verão: de repente e sem aviso prévio. Adorava pedalar, fazer pão e plantar.
"Sou capricorniana, elemento terra", ela dizia.
Eu brincava, retrucando que na mão dela qualquer coisa crescia. Ela tinha um sorriso franco, uma gargalhada contagiante e um otimisto invejável. Eu sinto saudade da época em que saíamos pela estrada e ela mandava eu parar pra recolher mudas de plantinhas que dias depois apareciam viçosas em vasos que ela mesma fazia, no ateliê charmoso que mantinha em Betim.
Rose foi daquelas mulheres que falam pouco mas dizem muito e quando começamos a nos desentender, ela tomou a iniciativa de se afastar. Sábia decisão.
Essa é mais uma homenagem a uma mulher especial, com apelido comum, porém, com alma de artista, cintura de pilão, mãos de jardineira e olhos sinceros.

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