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31 de ago de 2010

Ana Beatriz

O telefone tocou às duas da manhã. Era uma noite fria e eu estava tentando parar de fumar. Tinha resolvido que me dedicaria a um único vício e seria o álcool. Ana é daquelas mulheres com pelo menos três vícios consecutivos e naquele momento, eu era um deles. Tinha momentos que eu queria beber meu scotch cowboy, ver sexyhot na TV e resisitir a um trago do meu carlton. Apenas isso. Uma vidinha medíocre e solitária. Eu, meu vício e bundas frenéticas na televisão. Mas o telefone tocou e ela dizia que queria me ver e tinha que ser já.
Ana Beatriz era uma mulher sem muitos atrativos físicos mas havia uma química inegável entre nós, a cama era nosso lugar. Na tal madrugada fria, eu não estava a fim e normalmente, a rejeição causa uma revolução na mulher: ou ela gama ou ela se enfurece. Ana bia se enfureceu e nunca mais nos falamos. Ainda ontem, tive notícias dela e tentei uma aproximação sem muito êxito. Ela me disse que dentre os seus vícios recentes, não havia espaço pra mim, pro meu beijo ou pra nossa cama...
A nós não é dado o direito de dizer não pra uma mulher... Um homem sofre imensa retaliação, quando numa madrugada qualquer prefere bundas virtuais...
E eu? Bem achei melhor voltar a fumar para ter pelo menos mais um vício para cultivar e um checkup a mais pra fazer no fim de cada ano.

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