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28 de abr de 2010

a solidão

Sou o filho mais velho de 4 irmãs, meu pai se mandou quando eu tinha 14 anos, então eu sei bem o que é solidão.
Há uma beleza na solidão. Há nela um silêncio raro e sem ecos.
A punheta é algo solitário e belo. A punheta é a maior expressão da solidão masculina. Ela apresenta-se pura, digna e destemida. Sou fã da punheta.
Tenho contrato assinado com a solidão há tempos, corpos que vão para o microondas de vez em quando e alguns esqueletos no armário, para não perder o bom hábito da nostalgia.
Gosto do cheiro da solidão, me acostumei com ele, a cama pode até estar preenchida, mas o cheiro da solidão fica ali grudado nos lençóis, é acido e viciante. Solidão é substantivo feminino, então, natural que nos dê uma rasteira de vez em quando, mulheres fazem isso naturalmente. Não a temo, às vezes enjôo dela, mas trato é trato e até que este esteja de pé, fazemos companhia um para o outro e vamos nos aturando.
Acabar com a solidão é coisa para os corajosos e eu sou um covardão. Recebo spams todos os dias, conheço o caminho das pedras, mas vou ficar um pouco mais, pelo menos até amanhecer.
Outro dia, uma fêmea bonita e solitária me perguntou se estava difícil achar a mulher certa. Eu respondi que estava difícil achar, mas que procurar tava bom demais...

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