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21 de mar de 2011

Aline

Aline (o nome não é esse, mas vamos chamá-la assim.) era uma mulher linda. Do tipo muita areia pro meu caminhãozinho.
Pra começar, mais alta que eu. Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que na horizontal somos todos do mesmo tamanho, portanto mulher grande não me mete medo. Mas se ela vem a 1,79 com boca carnuda, aí eu me pelo.
Aline tem a boca mais carnuda que se tem notícia. Lábios tamanho apetitosos . Jolie? Boquinha fina.
Ela trabalhava em feiras e eventos promocionais, recebia 100 cantadas por dia e 90 propostas de casa, comida, roupa lavada por semana. Aline era um quadro lindo para qualquer parede.
Fomos apresentados por um amigo comum, que selecionava moças para esses freelas. O cara vivia cercado dessas beldades e como é leitor do blog, não posso revelar todos os podres de que eu tenho conhecimento. Mas enfim, eu tinha levado um fora, estava sozinho e triste e ele como bom amigo quis me animar. Fomos numa festa no bairro da Lagoa, Rio de Janeiro. Festa de bacana, blue label a rodo e as mulheres mais bonitas da cidade. Quando bati os olhos nela, senti um arrepio típico que acontece quando uma mulher me tira do centro. Ficamos de papo e inacreditavelmente, marcamos um cinema com chopinho para o domingo e lá fui eu buscar a gata na Ilha do Governador. Eu era pinto no lixo atravessando a cidade para tirar onda ao lado daquele mulherão. Papo gostoso, chope gelado e combinamos o tal cinema para o meio da semana. Não sou nenhum galã de novela,  mas me garanto em outras áreas e lá fui eu ser gentil e bom amante que é minha especialidade. Ou era até esse dia.
Aline não gostava de transar. Com todas as letras, com todas as bocas carnudas reunidas naqueles lábios, ela me disse que detestava sexo. Fazia por obrigação, mas achava uma chatice. O cabelo embaraçava, o suor a incomodava, tinha vários nojos e restrições. E olha que beijava bem, a danada.
Não gostava de ser tocada abaixo da cintura, porque tinha nervoso e não tocava ninguém abaixo da cintura pelo mesmo motivo. Tinha medo dos peitos caírem, tinha alergia ao latex da camisinha e jamais transaria sem uma. Ou seja: Aline era uma mulher impossível.
Um belo quadro em qualquer parede, como eu já disse. Imóvel, enfeitando o ambiente e sendo elogiada por ser tão perfeita. Perfeita para uma moldura, no máximo para uma conversa e cineminha.
Faltava afeto àquela mulher. Faltava ser afetada por uma coisa simples chamada tesão, desejo, vontade. Que pena.
Mas quem consegue decifrar certas mulheres?

3 comentários:

  1. E existe nessa vida quem não goste de sexo???
    Ô meu Deus...

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  2. Olha, Rubens, eu morro de rir com essas suas histórias. Mas essa Aline aí (não tinha outro nome pra vc arrumar??) precisa é de terapiazinha, remedinho e etc.
    Não gostar de sexo porque o cabelo vai desarrumar?? Tenha dó!! Aposto q era loira! rsrs

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  3. A parte da loira foi brincadeira. Fico à vontade porque volta e meia fico loiríssima.
    Agora: pelamordedeus!!!! Eu vivo esperando um post com meu nome e quando finalmente vc escreve um, é essa coisa péssima de mulher?? Magoei, viu? Trate de arrumar uma Aline a altura do nome. E se quiser eu dou um jeito nisso... rsrsrs

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