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5 de ago de 2011

Ela se foi.

Sou um bocado teimoso, porque ela era assim.
Sou desbocado, transparente, riso frouxo. Cresci admirando isso tudo nela.
Choro fácil, mas quase ninguém vê. Foram poucas as vezes que a vi derramar lágrimas. Suor era mais comum no rosto dela.
Gosto de uma cerveja, de um samba de roda, rezo antes de dormir e adoro feijão. Ela fazia o melhor do mundo.
Ela se foi e mal se despediu.
Um susto. Uma dor.
Mulheres como ela deveriam ficar.
Pra sempre.
Mãe, você era minha grande inspiração. Como é que eu faço agora?
(homenagem a D. Sônia. Meu peito dilacerado, meu coração em frangalhos e minha alma triste. Mais triste do que nunca foi.)
...

3 comentários:

  1. Um pouco de poesia sempre ajuda nessas horas...
    Até hoje, essa foi a que mais fez sentido pra mim:

    'Incompreensão dos Mistérios'

    Saudades de minha mãe.
    Sua morte faz um ano e um fato
    Essa coisa fez
    eu brigar pela primeira vez
    com a natureza das coisas:
    que desperdício, que descuido
    que burrice de Deus!
    Não de ela perder a vida
    mas a vida de perdê-la.
    Olho pra ela e seu retrato.
    Nesse dia, Deus deu uma saidinha
    e o vice era fraco.

    (Elisa Lucinda)

    Beijo de amor e um abraço com toda a força e acalento que te possa ser transmitido.
    Estarei em prece por vocês...

    Xêro.

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  2. Rubinho, (sei que você não gosta que eu chame assim. Mas, nesse momento lembro-me daquele menino que um certo dia chorou ao ouvir da mãe que era o "homem da casa" - quando, apesar de orgulhoso, tudo que ele queria era continuar sendo um menino)

    Fiquei alguns minutos paralizada diante da tela e cheguei a conclusão que o melhor agora é não dizer nada...

    M.

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  3. Não sei, talvez lhe seja de alguma valia... Quase como a uma oração, sempre recorro a esse trecho para tapar os buracos que a barreira da incompreensão não deixa preencher...

    "Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive, muitas vezes, é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.
    Foi o apesar de que me deu uma angústia que, insatisfeita, foi a criadora de minha própria vida."
    Clarice Lispector.

    Há-braços,
    Savana Dantas.

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